Um homem foi detido nos Estados Unidos depois de ter colocado, por iniciativa própria, um sinal de STOP num cruzamento que considerava perigoso. A decisão surgiu na sequência de um quase atropelamento envolvendo o filho, mas acabou por ter consequências legais inesperadas.
O caso ocorreu em El Segundo, numa zona residencial próxima de um parque infantil. De acordo com o The Sun, jornal norte-americano de referência generalista, Joseph Brandlin, de 44 anos, decidiu intervir após várias tentativas falhadas de alertar as autoridades locais para os riscos naquele cruzamento.
Uma intervenção solitária após alertas ignorados
A interseção entre a Rua Loma Vista e a Avenida Acacia já dispunha de dois sinais de STOP, mas o homem considerava que a configuração não era suficiente para garantir a segurança. A proximidade do Acacia Park, frequentado por crianças, reforçava a sua preocupação.
Sem resposta das entidades municipais, Brandlin avançou por conta própria. Investiu cerca de mil dólares para instalar novos sinais e chegou mesmo a pintar a palavra STOP no asfalto. A intervenção foi realizada durante a madrugada de 14 de março, altura em que acabou por ser apanhado.
Antes disso, o homem tinha tentado reunir apoio da comunidade. Chegou a apresentar uma petição com cerca de 50 assinaturas, defendendo a necessidade de reforçar a sinalização naquele ponto. Ainda assim, segundo as autoridades, o volume de tráfego não justificava alterações.
Brandlin argumenta que existem outros cruzamentos semelhantes na cidade com quatro sinais de paragem obrigatória. A diferença de critérios é, para si, difícil de compreender.
Detenção e acusações formais
Após ser identificado no local, o homem foi detido e enfrenta agora várias acusações, incluindo furto e vandalismo. A intervenção não autorizada em infraestruturas públicas está na base do processo.
Em declarações posteriores, Brandlin defendeu que agiu motivado exclusivamente por razões de segurança. Sublinhou a preocupação com as famílias da zona e insistiu que tentou, por diversas vias, obter uma resposta oficial antes de agir.
A mesma fonte refere que o homem considera a detenção desproporcionada face às circunstâncias, apontando que foi tratado como um infrator grave apesar de não ter tido intenção de causar danos.
Entretanto, os sinais colocados foram removidos pelas autoridades. O caso seguirá agora para tribunal, com nova audiência marcada para junho.
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