A correia de distribuição é uma das peças mais críticas do motor de um automóvel e, ao mesmo tempo, uma das mais suscetíveis a desgaste com o passar dos anos e a acumulação de quilómetros. Se não for substituída dentro dos prazos recomendados, pode falhar sem aviso prévio e provocar danos graves. Em alguns casos, o arranjo pode chegar aos 4.000 euros e até comprometer em definitivo o motor.
De acordo com o site Ekonomista, a substituição da correia de distribuição deve ser feita dentro de intervalos específicos que variam entre 60 mil e 180 mil quilómetros, consoante a marca e o modelo. Em alternativa, quando a utilização é reduzida, a recomendação passa por trocar a peça de cinco em cinco anos, mesmo que a quilometragem seja baixa.
O papel da correia de distribuição
Trata-se de uma faixa de borracha reforçada, responsável por sincronizar os movimentos internos do motor. Sem ela, pistões, válvulas e a árvore de cames deixam de estar coordenados, o que pode resultar em avarias dispendiosas.
Segundo a mesma fonte, fissuras, ruídos, vibrações, fugas de óleo, excesso de gases de escape e dificuldades na ignição podem ser sinais de desgaste, mas muitas vezes a falha ocorre sem qualquer aviso.
A quilometragem que deve preocupar
De forma geral, os fabricantes aconselham a substituição da correia entre os 100 mil e os 120 mil quilómetros. Contudo, há exceções: algumas marcas recomendam a troca aos 60 mil quilómetros, enquanto outras permitem estender até aos 180 mil. É por isso fundamental consultar o manual do veículo e seguir as instruções do construtor.
Nos automóveis com baixa utilização, o fator tempo é igualmente determinante. A borracha degrada-se naturalmente e, por essa razão, a correia deve ser substituída a cada cinco anos, independentemente dos quilómetros acumulados.
Condução e desgaste
A forma como conduz também influencia a durabilidade da correia. Percursos citadinos, com muitas paragens e arranques, tendem a acelerar o desgaste. Explica o Ekonomista que a manutenção regular e as revisões de rotina são decisivas para detetar problemas antes que se tornem irreversíveis.
O que acontece se a correia partir
Se a correia de distribuição ceder, o motor perde a sincronia imediata. A partir daí, os danos podem estender-se a pistões, válvulas e à árvore de cames. Nos casos mais graves, o motor pode ficar inutilizado, exigindo reparações de grande dimensão ou até a substituição completa.
Quanto pode custar o arranjo
A substituição preventiva da correia, incluindo o kit completo, pode custar entre 300 e 800 euros, dependendo do modelo e da marca. Mas se a peça falhar em andamento, os valores sobem de forma drástica.
O arranjo, de acordo com o Ekonomista, pode atingir entre 1.500 e 4.000 euros, uma vez que envolve a reparação ou substituição de componentes internos do motor. Em alguns carros, a despesa pode superar o valor de mercado do próprio veículo, tornando a reparação pouco viável.
Por isso, a recomendação dos especialistas citados pela mesma fonte é clara: respeitar os intervalos de manutenção e nunca adiar a substituição desta peça. Prevenir sai muito mais barato do que reparar.
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