A paciência dos condutores está a ser posta à prova num cruzamento situado neste país europeu que se tornou viral devido a um semáforo, chamado pelos espanhóis de “o mais lento do mundo”, que faz exatamente o contrário do que deveria: em vez de ordenar o trânsito, está a bloqueá-lo.
Em Milvignes, uma comuna do cantão de Neuchâtel, na Suíça, um semáforo tem provocado longas filas e irritação entre os automobilistas. A obra que deu origem a esta situação pretendia aliviar o tráfego junto ao Centro de Negócios Areuse, mas acabou por gerar o efeito contrário.
A história ganhou destaque depois de ser noticiada pela rádio regional RTN e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.
Um cruzamento que parou no tempo
O local é tudo menos simples. O elétrico cruza-se com as famílias que deixam e vão buscar os filhos à escola e com os utilizadores de um complexo desportivo nas proximidades. O resultado é um ponto de confluência constante, onde o novo sistema semafórico, em vez de organizar o trânsito, o trava por completo.
Os condutores afirmam que o tempo médio de espera antes da luz verde é de cerca de 11 minutos, podendo chegar a mais. Um cenário que multiplica as filas, agrava o congestionamento e transforma um simples trajeto diário num teste de paciência, de acordo com a mesma fonte.
Autoridades admitem o erro
O chefe do Departamento de Pontes e Estradas, Nicolas Merlotti, reconheceu que “uma espera de 11 minutos num semáforo é claramente excessiva”. Explicou, no entanto, que a responsabilidade pela resolução cabe à autarquia de Milvignes, uma vez que, embora se trate de uma estrada cantonal, o cruzamento situa-se dentro dos limites do município.
A câmara municipal já confirmou estar a par do problema e garantiu que o departamento responsável pela programação dos semáforos tomará medidas “o mais rapidamente possível”.
Colocação em modo intermitente laranja
Para minimizar o impacto, o “semáforo mais lento do mundo”, como lhe chama o jornal digital especializado em auto El Motor, foi entretanto colocado em modo intermitente laranja, permitindo uma circulação mais fluida enquanto se aguarda uma solução definitiva.
Merlotti acrescentou ainda que não existe qualquer norma que defina um tempo máximo entre o vermelho e o verde, o que deixa margem às autoridades locais para ajustarem a programação consoante as circunstâncias. Essa ausência de referência tem sido, precisamente, o argumento usado para justificar a demora na correção.
Um teste à paciência suíça
O caso tornou-se um exemplo curioso de como uma intervenção urbana bem-intencionada pode acabar por provocar o caos que pretendia evitar.
O cruzamento de Milvignes transformou-se, assim, de acordo com o El Motor, num símbolo involuntário de frustração e num lembrete de que, por vezes, basta um semáforo mal programado para parar uma cidade inteira.
Leia também: Mulher perde pensão de viuvez por receber reforma: tribunal reverte decisão e agora recebe mais de 2.000€ por mês
















