Escolher os pneus certos para o carro é uma daquelas decisões que pode parecer simples, mas que envolve mais do que apenas olhar para o preço. Afinal, estamos a falar do único ponto de contacto entre o automóvel e o asfalto. Ignorar esta realidade pode comprometer não só o desempenho do veículo, como a segurança na estrada.
De tempos a tempos, seja por desgaste ou por exigência legal, os pneus precisam mesmo de ser trocados. Mas como saber quando chegou esse momento? E o que considerar na hora de comprar novos?
O desgaste não é tudo
De acordo com a DECO PROTeste, não basta avaliar o estado visível da borracha. Existem outros sinais que indicam que o pneu perdeu eficiência, como a redução da aderência ou o aumento da distância de travagem.
Segundo a mesma fonte, os pneus devem ser substituídos, em média, a cada 40 mil quilómetros (ou antes), caso o sulco da banda de rodagem atinja o limite legal de 1,6 mm. O tempo também pesa: mesmo pouco usados, pneus com mais de cinco anos devem ser avaliados com cuidado.
Homologação obrigatória
Um dos primeiros cuidados a ter é confirmar se os pneus cumprem os critérios de homologação europeus. Isto implica que tenham as medidas corretas, o índice de carga e o código de velocidade compatíveis com o veículo.
A Bridgestone salienta que as especificações podem ser consultadas na parede lateral do pneu ou no manual da viatura. Optar por medidas erradas pode comprometer a estabilidade do carro e resultar em coimas.
Escolha adaptada ao clima
Outro fator que influencia o desempenho dos pneus é o clima. Os modelos de verão são desenhados para condições secas e quentes, enquanto os de inverno garantem melhor tração em pisos frios ou molhados.
Nos últimos anos, os pneus para todas as estações têm ganho popularidade. Contudo, explica a DECO PROTeste, são uma opção intermédia e menos eficaz em condições extremas. O ideal será escolher de acordo com a região onde circula com mais frequência.
Condução suave ou desportiva?
O estilo de condução também deve influenciar a decisão. Para veículos elétricos ou quem privilegia uma condução mais calma, os pneus com baixa resistência ao rolamento ajudam a reduzir o consumo energético.
Já para condutores com hábitos mais dinâmicos ou que conduzam viaturas potentes, a prioridade deve ser a aderência e a estabilidade em curva. Neste caso, a recomendação recai sobre pneus com maior performance em termos de tração.
O peso da etiqueta
A União Europeia exige que todos os pneus novos incluam uma etiqueta informativa com dados sobre três parâmetros: resistência ao rolamento, travagem em piso molhado e ruído de rolamento externo.
Em alguns modelos, há ainda indicações sobre a performance em neve ou gelo. Estas informações devem ser usadas como critério comparativo entre marcas, escreve o site da Deco.
Qualidade compensa no tempo
O preço, embora relevante, não deve ser o único fator a pesar na escolha. Pneus mais baratos podem ter menor durabilidade e pior desempenho, o que pode sair mais caro a médio prazo.
De acordo com a Bridgestone, a aposta em pneus de qualidade superior pode traduzir-se em melhor eficiência de combustível, maior conforto e, acima de tudo, mais segurança.
Comparar antes de comprar
Os preços variam bastante consoante a marca, o ponto de venda e o tipo de serviço incluído. A DECO PROTeste recomenda comparar várias ofertas, tendo em conta o valor do produto, o custo da montagem, a calibragem, o ecovalor e a válvula.
Além disso, pode haver promoções sazonais ou descontos em compras de conjunto. Uma pesquisa prévia ajuda a evitar surpresas.
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