Com a chegada do calor, é habitual ver condutores a circular com os vidros abertos para sentir o vento no rosto. No entanto, um criador de conteúdos espanhol lançou um alerta que se tornou viral: conduzir com o vidro meio aberto pode ter consequências inesperadas e perigosas.
De acordo com o jornal espanhol El Motor, a recomendação vem de Bernat Escolano, mecânico e diretor de inovação na empresa de desmantelamento de veículos Reciclauto, que partilha regularmente dicas de condução e manutenção com base na sua experiência prática. “Ou totalmente aberto ou totalmente fechado”, defende. Para Escolano, manter o vidro entreaberto representa um risco físico real, e não é apenas por causa do ruído.
No final do vídeo partilhado, Escolano dirige-se diretamente ao público com um apelo curioso: “Envia esta mensagem ao teu amigo que anda sempre com o vidro meio aberto a armar-se em esperto, e fá-lo porque gostas dele”.
Efeito “lâmina” pode causar lesões sérias
O alerta mais importante deixado por este criador está relacionado com o que chama de “efeito lâmina”. Segundo explica, um vidro entreaberto pode comportar-se como uma estrutura rígida e cortante em caso de impacto lateral ou acidente, aumentando o risco de lesões graves, especialmente na zona do pescoço.
Escolano refere que, caso seja mesmo necessário manter o vidro ligeiramente aberto, o ideal será não ultrapassar “dois dedos de altura”, reduzindo assim os riscos associados a um eventual embate. Esta recomendação ganha relevância sobretudo no verão, quando muitos utilizadores preferem dispensar o ar condicionado.
Além do perigo físico, circular com o vidro a meio pode provocar outras complicações pouco visíveis à primeira vista.
Ruído, consumo e segurança em causa
Uma das principais consequências de manter a janela meio aberta é o aumento do ruído exterior, que pode afetar a concentração do condutor, sobretudo em zonas urbanas com muito trânsito.
Também o pó, os insectos e outros elementos vindos do exterior podem entrar no habitáculo, causando desconforto ou distrações durante a condução. Segundo especialistas em segurança rodoviária, este tipo de situações aumenta o risco de pequenos acidentes.
Do ponto de vista técnico, há ainda a questão da aerodinâmica. Quando o fluxo de ar entra de forma descontrolada, como acontece com os vidros parcialmente abertos, o veículo perde eficiência, o que se traduz num aumento do consumo de combustível.
Braços de fora: um erro comum e perigoso
Outro hábito frequente, sobretudo quando o vidro está totalmente em baixo, é o de circular com o braço de fora. Esta prática, aparentemente inofensiva, pode provocar ferimentos graves, incluindo fraturas ou amputações, caso haja contacto com algum obstáculo lateral ou em caso de capotamento.
Segundo o El Motor, a recomendação dos especialistas é clara: o mais seguro é circular com os vidros completamente fechados, ou então totalmente abertos quando necessário, mas nunca deixá-los a meio sem necessidade real.
Evitar pequenos gestos que parecem inofensivos pode ser determinante para garantir a segurança de todos os ocupantes do veículo.
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