Depois de uma viagem longa, sobretudo durante a noite, é comum encontrar insetos esmagados no para-brisas, nos faróis, no capô e no para-choques. Embora o problema pareça apenas estético, deixar estes resíduos secar durante vários dias pode dificultar a limpeza, reduzir a visibilidade e deixar marcas na pintura.
A situação torna-se mais frequente no verão, quando existe maior atividade de insetos e as temperaturas elevadas aceleram a secagem dos vestígios. Quanto mais tempo permanecem colados ao automóvel, maior tende a ser o esforço necessário para os remover; e também o risco de o condutor acabar por riscar a superfície ao esfregar com demasiada força.
Insetos no para-brisas podem reduzir a visibilidade
Segundo a Start Rescue, empresa britânica especializada em assistência em viagem, a acumulação de insetos no vidro pode reduzir consideravelmente a visibilidade. O problema torna-se mais evidente à noite e em situações de pouca luz, quando os vestígios espalham o brilho dos faróis dos outros veículos e dificultam a observação da estrada.
Lee Puffett, diretor da empresa, explica que um jato rápido com o líquido do limpa-para-brisas pode não ser suficiente quando os resíduos já estão secos. A passagem das escovas poderá, inclusivamente, espalhar a sujidade pelo vidro e agravar temporariamente o problema.
A Start Rescue recomenda manter as escovas em boas condições, verificar regularmente o nível do líquido de lavagem e transportar no automóvel um pano e um limpa-vidros. Para o para-brisas, a empresa sugere uma solução composta por partes iguais de água e detergente. Esta mistura destina-se ao vidro e não deve ser aplicada indiscriminadamente na pintura.
Calor pode tornar os resíduos mais difíceis de remover
Os vestígios deixados na carroçaria aderem com maior força à medida que secam. De acordo com o portal especializado Car Capsule, a exposição prolongada ao calor pode favorecer o aparecimento de manchas e tornar a limpeza mais difícil, sobretudo quando os insetos permanecem vários dias sobre o verniz.
Além disso, os resíduos têm uma consistência pegajosa que facilita a acumulação de poeira e outras partículas. A frente do automóvel pode, assim, ficar coberta por uma camada de sujidade cada vez mais resistente, especialmente depois de percursos feitos em autoestrada ou ao anoitecer.
O erro mais comum consiste em tentar retirar os insetos secos com as unhas, uma esponja abrasiva ou outro objeto rígido. Embora o vestígio possa desaparecer, essa ação poderá deixar riscos permanentes no verniz, nos faróis ou nas peças de plástico.
Como remover os insetos sem riscar a pintura?
A limpeza deve começar por amolecer os resíduos. Para isso, pode molhar a zona com água e aplicar um produto próprio para a remoção de insetos, respeitando o tempo de atuação indicado pelo fabricante. O automóvel deve estar à sombra e a carroçaria não pode estar demasiado quente.
Depois, os vestígios devem ser retirados suavemente com um pano de microfibra limpo. Não é aconselhável esfregar com força nem fazer a limpeza a seco, uma vez que as partículas acumuladas podem atuar como material abrasivo e provocar pequenos riscos.
Nos casos mais difíceis, poderá ser necessário repetir o processo em vez de aumentar a pressão. Depois de remover os resíduos, a área deve ser lavada com um produto adequado para automóveis e enxaguada para que não fiquem restos do produto de limpeza.
Antes de utilizar qualquer solução nova, convém testá-la numa pequena zona pouco visível. Produtos domésticos fortes, solventes não indicados para automóveis e esponjas abrasivas podem atacar o verniz ou descolorar alguns componentes.
Cera pode criar uma barreira de proteção
A aplicação de uma cera adequada não impede que os insetos atinjam o carro, mas cria uma camada entre os resíduos e a pintura. Essa proteção pode reduzir a aderência e facilitar a lavagem depois de uma viagem.
Também existem películas transparentes de proteção para as zonas mais expostas, como o capô e o para-choques. Estas soluções serão mais relevantes para quem faz frequentemente viagens longas ou utiliza o automóvel em estradas onde o problema se repete.
Antes de partir, é igualmente importante verificar as escovas, o líquido do limpa-para-brisas e a limpeza dos faróis. Durante a noite, a acumulação de resíduos nestes componentes pode prejudicar tanto a visibilidade do condutor como a iluminação da estrada.
Limpar cedo evita mais trabalho
A forma mais simples de evitar marcas consiste em não adiar a lavagem. Quando os insetos são removidos pouco depois da viagem, ainda não aderiram completamente à superfície e exigem menos esforço.
Esperar vários dias, sobretudo com o veículo exposto ao sol, aumenta a dificuldade da limpeza e favorece o aparecimento de manchas. Por isso, uma passagem rápida pelo vidro, pelos faróis e pela frente da carroçaria ao terminar o percurso pode evitar um trabalho mais demorado, e eventuais danos, mais tarde.
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