No âmbito do ciclo “Diálogos da Liberdade”, a Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, acolhe esta sexta-feira, 23 de maio, às 18:00, uma conversa com o tema “Os Sindicatos na Construção e Defesa dos Pilares da Democracia”, protagonizada por Manuel Carvalho da Silva e Carlos Lopes.
Esta sessão insere-se nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril e propõe uma reflexão profunda sobre o contributo do movimento sindical para a edificação de uma sociedade democrática e desenvolvida, sublinhando os direitos conquistados e os desafios atuais.
“A agenda sindical foi incorporando, desde antes do 25 de Abril, temas centrais para a construção de uma sociedade desenvolvida e livre: com propostas concretas, ação abnegada, sacrifício e efetivação de cidadania. Esse sindicalismo ofensivo e transformador veio a ter um papel relevante na vitória e no enriquecimento da Democracia e, ainda na sua defesa”, refere o comunicado enviado pelos organizadores do evento.
“A afirmação dos direitos laborais e sindicais, a valorização do trabalho, das profissões e qualificações, a representação e negociação sindical como instrumento de intermediação para dar vida à Democracia, as lutas por um Sistema Público, Universal e Solidário da Segurança Social, por uma Escola Pública de qualidade, pela criação e defesa do SNS, ou do direito à justiça, constituíram-se como pilares fundamentais da Democracia. Portugal era, ainda em 1974, um país muito atrasado”, pode ler-se.
“Na caminhada de 50 anos de Democracia alcandorou-se a Estado Social de Direito Democrático. Importa um bom exercício de memória para se vencerem os défices que hoje evidencia”, sublinha.
O sociólogo e histórico dirigente sindical, ex-secretário-geral da CGTP-IN entre 1986 e 2012, revisita o papel dos sindicatos na conquista de um Estado Social de Direito Democrático, com uma abordagem crítica aos défices contemporâneos e à necessidade de recuperar a memória para preservar os direitos sociais.
Carlos Lopes, advogado natural de Santo Estêvão (Tavira), com um percurso ligado à dinamização cultural, associações locais e formação jurídica, será o interlocutor da conversa. A sua experiência como livreiro, ativista e organizador de iniciativas culturais e jurídicas confere-lhe uma perspectiva ampla sobre o papel da sociedade civil na construção da democracia.
A sessão, com entrada livre, promete ser um momento de memória, partilha e consciencialização sobre o papel dos movimentos sociais na defesa da liberdade e dos direitos fundamentais, numa altura em que se assinalam cinco décadas de democracia em Portugal.
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