A Comissão Política de Secção do PSD Faro manifestou apoio à petição pública apresentada pela deputada municipal Adriana Martins, que pretende assegurar a transmissão em direto, através da internet, das reuniões da Câmara Municipal de Faro.
Segundo a estrutura social-democrata, a iniciativa visa reforçar “o princípio da transparência e o direito dos cidadãos ao acompanhamento da atividade autárquica”.
O PSD Faro critica o horário em que decorrem as reuniões ordinárias do executivo municipal, realizadas habitualmente às segundas-feiras, pelas 11:00, considerando que esta opção dificulta a participação dos munícipes.
Para a concelhia, este modelo “limita fortemente a participação e o acompanhamento presencial por parte dos munícipes”, por coincidir com o horário laboral da maioria da população.
PSD defende maior transparência nas reuniões camarárias
Em comunicado, o PSD Faro considera “incompreensível que, em pleno ano de 2026, o atual executivo socialista não crie as condições necessárias para que os farenses acompanhem, à distância de um clique, as decisões que impactam diretamente o futuro do concelho”.
Os sociais-democratas defendem ainda que “a transparência, a proximidade e o escrutínio democrático não podem depender da conveniência política de quem governa”.
O comunicado destaca também o papel da vereadora Raquel Ponte, que tem questionado em reuniões de Câmara se os equipamentos audiovisuais previstos pelo Município incluem soluções para gravação e transmissão em direto das sessões camarárias.
Segundo o PSD Faro, esta medida representaria “um reforço da transparência e da modernização dos meios de funcionamento do executivo municipal”.
Concelhia recorda transmissões da Assembleia Municipal
A Comissão Política recorda ainda que foi durante executivos liderados pelo PSD que as reuniões da Assembleia Municipal passaram a ser transmitidas em direto.
De acordo com o comunicado, essa decisão representou “um claro compromisso com uma governação mais aberta, próxima e transparente”, permitindo maior acompanhamento da vida democrática local.
O PSD considera que o modelo adotado no mandato anterior demonstrou ser “tecnicamente simples, financeiramente sustentável e amplamente positivo para a participação cívica”.
A estrutura conclui apelando à participação dos farenses na petição pública, defendendo “o direito dos cidadãos à informação e ao acompanhamento da gestão autárquica”
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