Duas tripulações portuguesas entre as dez melhores do mundo fazem antever um “bom desempenho” de Portugal no Campeonato da Europa de vela na classe olímpica 470, que começa na sexta-feira em Vilamoura, no concelho de Loulé, considerou o presidente da Federação Portuguesa de Vela, António José Barros.
“O 470 é uma classe bandeira nacional para a vela. As nossas duas tripulações estão no top 10 mundial, o que é ótimo. Mostra que temos duas excelentes equipas, que, ao nível a que estão, são sempre candidatos a vencer, ou ao pódio ou a um excelente resultado em qualquer europeu, mundial ou Jogos Olímpicos”, afirmou o dirigente.
Os olímpicos Diogo Costa e Carolina João ocupam atualmente o quarto lugar do ranking mundial, enquanto Beatriz Gago e Rodolfo Pires surgem na nona posição.
Vilamoura recebe Europeus com duplas portuguesas entre a elite
A competição está marcada para o Campo de Regatas de Vilamoura, um local familiar para as duplas portuguesas. Diogo Costa já foi vice-campeão do mundo no Algarve, antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio2020, enquanto Beatriz Gago e Rodolfo Pires são naturais da região.
Ainda assim, António José Barros nega qualquer favoritismo, recordando que, “a este nível”, todas estas equipas que andam na frente conhecem bem os campos de regatas onde normalmente fazem os campeonatos.
Como é normal, em Los Angeles2028 cada país só vai poder apresentar uma tripulação por classe, pelo que Portugal vai ter duas de “excelente nível” em busca dessa vaga.
Os objetivos mais específicos para os Europeus são definidos por cada equipa de trabalho, não pela direção da federação, cabendo às mesmas, mediante as suas circunstâncias neste ciclo, definir a importância destes Europeus bem como a do Troféu Rainha Sofia, que em abril junta todas as classes olímpicas em Palma de Maiorca, Espanha, na principal competição global da época.
O planeamento das equipas tem em mente que a primeira “fase decisiva” de apuramentos para os Jogos principia em 2027.
Resultados internacionais da vela superam expectativas
A iniciar o segundo ano do seu mandato, António José Barros considera que os resultados internacionais da vela têm “superado” as suas expectativas, enumerando um conjunto de outros factos positivos nas diversas classes.
A título de exemplo, Mafalda Pires de Lima segue no quinto lugar do ranking mundial de kitesurf e o seu irmão Tomás está em posição que lhe permitiria o apuramento, o olímpico Eduardo Marques recuperou de acidente para voltar ao melhor nível na ILCA, na qual Lourenço Mateus entrou no projeto olímpico, sendo que há desempenhos igualmente positivos nas restantes classes, além de se verificar uma “juventude a emergir” e a disputar com os mais experientes um lugar de destaque no panorama nacional.
O dirigente destacou ainda a importância de os Europeus voltarem a decorrer em Portugal, considerando esse facto mais um reconhecimento para a capacidade da federação.
“Temos uma coisa que é ótima, uma costa fantástica com planos de água ao nível do melhor que há no mundo, e uma capacidade de organização e de receber os velejadores. Somos também um país seguro e muito amigável”, concluiu.
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