O Interrail Poético Tunes 2026 realiza-se no próximo sábado, 27 de junho, a partir das 18:00, na Junta de Freguesia de Tunes, reunindo vários poetas locais num encontro dedicado à palavra, à memória e à identidade da aldeia.
A iniciativa é promovida pela Junta de Freguesia de Tunes e pelo projeto digital de divulgação cultural “O Cravo de Tunes”, com entrada livre e microfone aberto ao público no final da sessão.
Segundo a organização, “Tunes é uma aldeia ferroviária situada no barrocal algarvio”, marcada pela sua ligação histórica aos caminhos de ferro e pela confluência de pessoas, culturas e expressões artísticas.
Fundada no século XIX, no entroncamento entre a Linha do Algarve e a Linha do Sul, Tunes assume-se hoje como um território de encontro entre tradição rural, mobilidade ferroviária e criação cultural.
Iniciativa valoriza identidade ferroviária e poética
O Interrail Poético Tunes 2026 nasce da vontade de cruzar a história local com a criação literária, valorizando a singularidade de uma aldeia moldada pelo barrocal algarvio e pelos carris.
De acordo com a organização, “a essência marcadamente rural e o fluxo constante de gentes e culturas trazido pelos carris, confere-lhe uma singularidade única”.
É neste contexto que surge a iniciativa, apresentada como um espaço de expressão poética aberto a diferentes vozes e sensibilidades.
A Junta de Freguesia de Tunes e “O Cravo de Tunes” afirmam que o objetivo é “aliar o espírito bucólico e cosmopolita de Tunes com a criação de um espaço de expressão poética livre e aberta às vozes mais significativas do Algarve e de todo o Mundo”.
Poetas apresentam obras em sessão aberta
O programa contará com a participação de Stefanie Santos, Roberto Leandro, Telma Barbosa, Cátia Guerreiro, Mónica Afonso, Luiza Castro e Luís Carlos Vicente Ramos.
Entre os poemas previstos estão “Sobra”, “Pollock” e “Intergaláctico”, de Stefanie Santos; “Al Sul”, “Sem Saída” e “Um homem”, de Roberto Leandro; “MIL VIDAS”, “Permissão” e “Tu”, de Telma Barbosa; e “Nem Quente, nem Morno”, “À Beira-Mar Plantado” e “Doce Negação”, de Cátia Guerreiro.
Mónica Afonso apresenta “As fachadas das casas”, “O início do mundo prega o mar” e “Configuram-se as linhas”, enquanto Luiza Castro leva à sessão os poemas “Cartas de amor”, “Tragar” e “Ciranda do agressor”.
O programa inclui ainda Luís Carlos Vicente Ramos, com “Sou neto de beirões e algarvios”, “Ribeira Alta” e “Tunes”.
No final da sessão haverá microfone aberto ao público, reforçando o carácter participativo da iniciativa e o convite à comunidade para integrar este momento de partilha cultural.
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