A Polícia Judiciária (PJ) deteve, esta quarta-feira, em Albufeira, dois homens suspeitos de integrarem uma rede dedicada ao tráfico de droga no Algarve, numa operação que permitiu apreender mais de cinco quilogramas de substâncias sintéticas e uma arma de fogo.
Segundo a PJ, os suspeitos, de 22 e 41 anos, foram detidos no âmbito da operação “Duas Caras II”, na sequência de uma investigação iniciada há cerca de um ano. A mesma investigação já tinha levado à detenção, na sexta-feira, em Lagos, de outros dois homens, de 27 e 35 anos.
A polícia suspeita de que os detidos pertenciam a uma rede que se dedicava à distribuição e venda de droga no Algarve, “negócio ilícito que difundiam” através das redes sociais, dirigindo-se sobretudo a cidadãos estrangeiros que se encontravam de férias na região, em particular na zona de Albufeira.
Durante o cumprimento de um mandado de busca domiciliária, foram apreendidos 5,3 quilogramas de MDMA (ecstasy), 122 gramas de folhas de canábis, 220 gramas de cocaína, 20 gramas de LSD e 225 gramas de anfetaminas.
Suspeitos tentaram fugir pelos telhados
A operação permitiu ainda apreender duas balanças de precisão, uma máquina de embalamento a vácuo, dois mil euros e cerca de 2.400 libras britânicas, uma arma de fogo transformada para calibre 6,35 milímetros e diversos equipamentos de telecomunicações.
Segundo a polícia, os dois suspeitos tentaram fugir da habitação onde foram localizados, saltando da varanda para os telhados de casas contíguas, “tendo sofrido graves lesões nos membros inferiores”, pelo que necessitaram de tratamento hospitalar.
Os detidos vão ser presentes a partir de hoje ao Tribunal de Portimão, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
Operação já tinha levado a detenções em Lagos
Dos dois suspeitos detidos na sexta-feira, na operação “Duas Caras”, um está em prisão preventiva e o outro aguarda uma decisão de extradição para cumprimento de pena.
Nesta operação na cidade de Lagos, as autoridades apreenderam mais de cinco quilogramas de resina de canábis, 500 gramas de cocaína, folhas de canábis, MDMA, cerca de 9.500 euros, um montante não revelado de moeda estrangeira (libras irlandesas e britânicas), equipamentos de telecomunicações e uma viatura ligeira.
A investigação prossegue, sendo o inquérito titulado pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Portimão, conclui a nota da PJ.














