O Governo vai substituir, a partir de segunda-feira, José Luís Cacho como presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), disse este sábado à Lusa uma fonte do Ministério das Infraestruturas.
Questionada pela Lusa, uma fonte do Ministério das Infraestruturas e Habitação afirmou que a atual administração “cessou o mandato em dezembro de 2024” e que o Governo “iniciou o processo de escolha” para a sua substituição.
A Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP) deu “parecer favorável, em relatório datado de 12 de fevereiro”, que não é público.
A nova administração dos Portos de Sines e do Algarve iniciará funções na próxima segunda-feira, ainda segundo a mesma fonte do ministério.
Não foi anunciado o nome do sucessor de José Luís Cacho, nomeado para o cargo em 2016.
Licenciado em Engenharia Civil, antes da APS José Luís Cacho presidiu à administração dos portos de Aveiro e da Figueira da Foz e colaborou como consultor da Direcção da Associação dos Portos de Língua Oficial Portuguesa (APLOP).
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A Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) é a entidade responsável pela gestão dos portos de Sines, Faro e Portimão. Constituída como uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, a APS tem como missão administrar estes portos, assegurando a sua exploração económica, conservação e desenvolvimento, além de exercer as competências e prerrogativas de autoridade portuária que lhe são atribuídas.
O Porto de Sines destaca-se como o maior porto artificial de Portugal e um dos principais portos de águas profundas do país, com fundos naturais que atingem até -28 metros ZH. Este porto possui terminais especializados que permitem a movimentação de diversos tipos de mercadorias, incluindo contentores, gás natural, carvão, petróleo e seus derivados, sendo uma infraestrutura crucial para o abastecimento energético de Portugal.
A APS também gere os portos de Faro e Portimão, situados na região do Algarve. Embora menores em dimensão comparativamente a Sines, estes portos desempenham um papel significativo no apoio às atividades económicas locais, nomeadamente no setor das pescas e do turismo. O Porto de Faro, por exemplo, é classificado como um porto de hinterland regional, enquanto o Porto de Portimão é reconhecido pela sua importância no turismo de cruzeiros e atividades recreativas.
A gestão integrada destes portos pela APS visa otimizar recursos e potenciar sinergias entre as infraestruturas portuárias do sul de Portugal, contribuindo para o desenvolvimento económico das regiões servidas e para a competitividade do país no setor marítimo-portuário.
















