O Arquivo Histórico de Albufeira recebeu, no passado sábado, a inauguração da exposição de fotografia “Tempos que passam… memórias que ficam”, uma homenagem a Vítor de Sousa, fotógrafo que dedicou grande parte da carreira a registar o quotidiano, as transformações e as pessoas do concelho.
A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Albufeira, começou com a exibição de um documentário sobre o percurso do fotógrafo, dando a conhecer ao público o homem por detrás de milhares de imagens que hoje constituem um importante testemunho da história local.

Segundo o Município de Albufeira, a exposição presta homenagem a “uma figura incontornável da memória visual do concelho”, através de um documentário, de uma mostra fotográfica e da recriação do universo da fotografia analógica.
A mostra reúne 38 fotografias captadas por Vítor de Sousa ao longo de várias décadas, revelando diferentes momentos da evolução de Albufeira. A inauguração contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Rui Cristina, e da vereadora Maria Cristina Corado.
Exposição recupera memórias e imagens de várias décadas
Na ocasião, Rui Cristina destacou que “as fotografias de Vítor de Sousa são testemunhos vivos da identidade de Albufeira e da sua evolução ao longo das décadas”, sublinhando a importância de preservar este património documental para as gerações futuras.

Entre os elementos expostos estão várias máquinas fotográficas da década de 50, peças que ajudam a compreender a evolução técnica da fotografia e o contexto em que Vítor de Sousa desenvolveu o seu trabalho.
Os visitantes podem ainda conhecer o antigo laboratório de revelação fotográfica, preservado no Arquivo Histórico, onde são apresentadas fotografias do próprio Vítor de Sousa em plena atividade profissional.

Marcado pela luz vermelha característica dos laboratórios analógicos, o espaço permite uma viagem ao universo da fotografia de outros tempos, aproximando o público dos processos que antecederam a era digital e do rigor associado a cada imagem revelada.
A Câmara Municipal de Albufeira salienta que a exposição constitui “um exercício de memória coletiva”, convidando a comunidade a revisitar paisagens, rostos e momentos que ajudaram a construir a identidade do concelho.
Através do olhar de Vítor de Sousa, regressam histórias, lugares e vivências que permanecem na memória de quem os viveu e que podem agora ser descobertos pelas novas gerações.
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