Distinguido com o Alto Patrocínio da Presidência da República para a edição de 2025, o Festival Literário Internacional de Querença (FLIQ) vê reforçada a sua relevância como iniciativa cultural de referência no interior do país. A atribuição, recentemente oficializada, sublinha “a relevância cultural e artística do festival, bem como o seu papel fundamental na valorização do interior do país e na promoção de um diálogo plural entre literatura, arte, música e pensamento”.
Organizado pela Fundação Manuel Viegas Guerreiro (FMVG), o FLIQ realiza-se nos dias 19, 20 e 21 de setembro de 2025, na aldeia de Querença, no concelho de Loulé, Algarve. Com uma programação multidisciplinar sob o tema “Os grandes navios da Terra”, o festival volta a promover encontros entre escritores, músicos, artistas, investigadores e leitores, num ambiente de partilha e reflexão que tem como pano de fundo a riqueza patrimonial e paisagística da serra algarvia.
A edição de 2025 será marcada por uma homenagem a Lídia Jorge, uma das mais consagradas vozes da literatura portuguesa contemporânea. Natural de Boliqueime, no mesmo concelho, a autora possui uma obra reconhecida internacionalmente que atravessa temas como a memória, a identidade e a consciência histórica. Ao homenagear Lídia Jorge, o FLIQ “celebra não apenas o seu contributo literário, mas também o seu profundo enraizamento no território algarvio, a sua ligação à natureza e influência no pensamento crítico e humanista da atualidade”.
Para João Silva Miguel, presidente da FMVG, o Alto Patrocínio da Presidência da República é um marco significativo: “constitui um sinal inequívoco de reconhecimento institucional da importância do Festival no panorama cultural nacional. Este representa um estímulo para aprofundar a missão do FLIQ como espaço de criação, pensamento e aproximação entre comunidades”.
Além do apoio da Presidência da República, o festival conta com a parceria da Câmara Municipal de Loulé, da CCDR-Algarve/Unidade de Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e da União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim. Integra ainda colaborações com a Fundação José Saramago e o Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita, afirmando-se como um dos grandes momentos do calendário cultural da região sul.
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