Um homem de 22 anos e uma jovem de 16 anos foram detidos por suspeita de estarem envolvidos no atropelamento de um polícia, segunda-feira, após desobedecerem à ordem de paragem na Ponte 25 de Abril, informou esta terça-feira a PSP.
Em comunicado, a Direção-Nacional da PSP indica que o agente encontra-se internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, “estável”, mas com várias lesões, nomeadamente “ao nível da grelha costal, pulmões, fígado, cabeça e perna esquerda”.
Na nota, a PSP refere que, na segunda-feira, o condutor de uma viatura desobedeceu a uma ordem de paragem na Praça das Portagens da Ponte 25 de Abril, em Almada, onde decorria uma operação de fiscalização, vindo, posteriormente, a ser intercetada em Lisboa, na freguesia de São Domingos de Benfica.
Nessa altura, “e de forma inusitada, o condutor da viatura suspeita terá efetuado marcha-atrás, brusca e violentamente, embatendo num motociclo policial e atropelando um polícia, passando por cima do corpo” do agente “pelo menos duas vezes”, lê-se na nota.
Segundo a PSP, o agente ainda efetuou dois disparos, mas tal não foi suficiente para dissuadir “o comportamento hostil”, tendo dois homens conseguido fugir a pé.
Ainda antes do atropelamento, acrescenta a PSP, o condutor da viatura atirou pela janela uma arma de fogo e dois sacos de plástico com produto suspeito de ser droga.
“No local [do atropelamento], com ajuda de um popular, foi retida e intercetada uma terceira ocupante da viatura suspeita”, uma mulher de 16 anos de idade, refere a PSP na nota.
Já esta terça-feira de madrugada, pelas 01:40, “depois de várias diligências policiais”, a PSP de Faro, com o apoio da GNR, localizou e intercetou em Albufeira, no Algarve, o homem de 22 anos e uma mulher de 19 anos.
Segundo explicou à Lusa o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, a mulher “poderá não estar envolvida no caso”, uma vez que “a perceção do agente que foi atropelado é que terão sido dois homens a fugir”, pelo que “poderá ainda estar um suspeito por ser identificado”.
O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciaria que, contactada pela Lusa, confirmou apenas que está a “tomar conta das diligências”.
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