A Assembleia Municipal de Faro defendeu esta sexta feira, por proposta da comissão de urbanismo, que o espaço do antigo Emissor Regional do Sul (RTP) classificado de património público, seja considerado área non aedificandi.
“A área classificada deverá ser objeto de uma área de restrição non aedificandi”, lê-se no relatório da comissão constituída para apreciar a proposta da Câmara Municipal que, ao restringir a Zona de Especial de Proteção (ZEP) daquele conjunto patrimonial classificado, deixava em aberto a possibilidade de construção habitacional de alta densidade naqueles terrenos.
Uma fonte ligada ao processo disse ao Postal do Algarve que “a solução urbanística proposta pela Câmara era como se deixássemos a raposa dentro da capoeira e permitiria que um espaço nobre da cidade fosse transformado numa selva de pedra”.
A Assembleia propõe ainda que a ZEP seja alargada a todo o perímetro e defende a realização de “um Plano de Pormenor de Salvaguarda dos valores patrimoniais e paisagísticos em presença, através de um desenho urbano que concilie as várias morfologias urbanísticas existentes, promovendo a sua integração no tecido da cidade, com a inclusão de uma maior área verde”.
Esta posição da Assembleia pretende corrigir a decisão anterior da Câmara Municipal que na sua reunião de 13 e maio de 2024 “apresentou uma solução que na prática abria as portas à especulação imobiliária”, afirmou a mesma fonte.
Em alternativa às pretensões imobiliárias da Câmara, a Assembleia defende a valorização daquele conjunto urbano com a construção de um grande jardim público para usufruto da população de Faro, e a reclassificação do edifício para projetos de comunicação multimédia, incluindo um núcleo museológico.
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