Os turistas portugueses estão a reforçar o desempenho da atividade turística no Algarve em 2026, com o número de hóspedes residentes a aumentar 4,4% em julho e as respetivas dormidas a crescerem 3,9%, num mês em que a região voltou a superar os resultados alcançados no ano recorde de 2025.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os estabelecimentos de alojamento turístico do Algarve receberam 685,9 mil hóspedes em julho, mais 0,5% do que no mesmo mês do ano passado.
A evolução foi mais expressiva nas dormidas, com a região a contabilizar cerca de três milhões de pernoitas, um aumento homólogo de 2,2% e um novo máximo histórico para julho. O mercado nacional cresceu 3,9%, acima dos 1,6% registados pelos mercados internacionais, tendo o Algarve concentrado 30,8% de todas as dormidas contabilizadas no país.
Nos primeiros sete meses do ano, a região somou 11,8 milhões de dormidas, mantendo a liderança nacional deste indicador e acumulando um crescimento de 1,8%, acima da média nacional de 1,5%. O número de hóspedes aumentou 2,6% no mesmo período, também acima dos 1,8% registados no conjunto do país.
Proveitos ultrapassam mil milhões de euros até julho
O aumento da procura foi acompanhado por uma evolução ainda mais acentuada das receitas geradas pelo alojamento turístico. Em julho, os proveitos totais dos estabelecimentos algarvios cresceram 6,9%, acima dos 4,9% observados a nível nacional.
Nos primeiros sete meses de 2026, o alojamento turístico do Algarve ultrapassou, pela primeira vez, os mil milhões de euros em proveitos acumulados num período homólogo, registando um crescimento de 7,5%, igualmente superior à média nacional de 5,3%.
Só em julho, a região concentrou 35% dos proveitos do alojamento turístico nacional, a maior quota entre todas as regiões portuguesas.
O presidente do Turismo do Algarve, André Gomes, considera que os números permitem contrariar algumas perceções relacionadas com a evolução da procura nacional.
“Os dados oficiais do INE são claros e ajudam-nos a separar perceções da realidade: os portugueses continuam a escolher o Algarve e a dar um contributo muito relevante para os resultados do destino. Em julho tivemos mais hóspedes portugueses e mais dormidas do mercado nacional, que cresceu inclusivamente acima da procura internacional. Naturalmente, o preço e a relação qualidade-preço são fatores que devemos acompanhar permanentemente, mas não podemos transformar perceções ou situações pontuais numa tendência que os dados oficiais não confirmam”, refere em comunicado
André Gomes destaca também a capacidade da região para aumentar o valor gerado pela atividade turística.
“Estamos perante um ano em que o Algarve continua a crescer em procura, mas sobretudo em valor. Superámos pela primeira vez os mil milhões de euros de proveitos até julho, alcançámos um novo máximo de dormidas para este mês e apresentamos os maiores rendimentos por quarto do país. São resultados que demonstram a solidez do destino e o contributo conjunto do mercado nacional e dos mercados internacionais para um desempenho turístico muito positivo”, afirma o presidente do Turismo do Algarve.
Os restantes indicadores de julho acompanham esta evolução. A estada média no Algarve atingiu 4,31 noites, uma das mais elevadas do país e a maior entre as regiões do continente. Os residentes em Portugal permaneceram, em média, 3,96 noites, enquanto entre os não residentes a estada média se fixou em 4,46 noites.
A taxa líquida de ocupação-quarto atingiu 74,5%, enquanto o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) chegou aos 151,40 euros, o valor mais elevado registado no país.
Já o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 203,20 euros, mais 5,8% do que em julho de 2025 e um novo máximo histórico nacional para o mês. Segundo a Região de Turismo do Algarve, a região foi a única do país a ultrapassar os 200 euros neste indicador.
Albufeira reforça posição entre principais destinos turísticos
Albufeira voltou também a destacar-se entre os destinos turísticos nacionais, com um crescimento de 4,8% no número de hóspedes e de 3,6% nas dormidas.
Em julho, o concelho foi o segundo município português com mais dormidas, atrás apenas de Lisboa, totalizando cerca de 1,1 milhões de pernoitas.
O mercado nacional teve um peso relevante neste desempenho, com o número de hóspedes residentes a crescer 9,6% e as respetivas dormidas a aumentarem 4,6%. A procura internacional também evoluiu positivamente, com mais 3,4% de hóspedes não residentes e um crescimento de 3,3% nas respetivas dormidas.
A Região de Turismo do Algarve salienta ainda a expressão territorial da atividade turística, referindo que, nos primeiros sete meses de 2026, sete municípios algarvios se encontravam entre os 15 concelhos portugueses com maior atividade turística.
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