O empresário Mark Cuban defende que há dois tipos de pessoas a usar ferramentas de Inteligência Artificial como o ChatGPT ou o Gemini e que essa diferença pode ter impacto direto no futuro profissional e empresarial de cada um. A ideia foi partilhada pelo empresário norte-americano numa publicação na rede social X, onde refletiu sobre a forma como os grandes modelos de linguagem estão a ser utilizados.
O investidor e membro do painel do programa televisivo Shark Tank afirmou que os utilizadores destas ferramentas dividem-se em dois grupos distintos. Uns recorrem à Inteligência Artificial para aprender sobre tudo. Outros usam-na para evitar ter de aprender seja o que for.
Segundo a própria publicação de Cuban, a distinção não é apenas conceptual. Para o empresário, o modo como cada pessoa integra a tecnologia no seu processo de aprendizagem pode fazer a diferença a médio e longo prazo.
Aprender com a IA ou delegar tudo à IA
De acordo com o que escreveu na rede social X, Mark Cuban considera que os grandes modelos de linguagem estão a ser usados de duas formas opostas. Há quem explore as ferramentas para aprofundar conhecimento, testar ideias e acelerar o próprio desenvolvimento intelectual. E há quem as utilize apenas para obter respostas rápidas, sem compreender o processo por detrás delas.
A frase partilhada por Cuban resume essa visão. Há geralmente dois tipos de utilizadores de grandes modelos de linguagem. Aqueles que usam para aprender sobre tudo e aqueles que usam para que não tenham de aprender nada.
A reflexão surge num momento em que ferramentas como o ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, ou o Gemini, da Google, se tornaram presença constante em ambientes académicos, empresariais e criativos.
Empresas também entram na divisão
O empresário tem sido consistente no seu otimismo em relação ao potencial transformador da Inteligência Artificial. Numa conversa com Adam Joseph, fundador e CEO da Clipbook, Cuban foi mais longe e aplicou a mesma lógica ao mundo empresarial.
Segundo as suas declarações, haverá dois tipos de empresas. As que são excelentes com Inteligência Artificial e as outras. E, na sua perspetiva, as segundas terão dificuldade em sobreviver num contexto cada vez mais competitivo.
A Inteligência Artificial é descrita por Cuban como uma ferramenta transformadora, capaz de alterar processos, reduzir custos e criar novas oportunidades de negócio.
O papel dos líderes empresariais
Para o investidor, a responsabilidade não deve ficar apenas nas equipas técnicas. Cuban defende que os próprios CEOs devem reservar tempo para compreender as capacidades e limitações das novas ferramentas.
Na mesma intervenção, sublinhou que a tecnologia está em constante evolução e que é essencial acompanhar as atualizações e novas funcionalidades que vão sendo lançadas.
A ideia central é que a adoção eficaz da Inteligência Artificial exige conhecimento direto por parte da liderança.
Ainda é cedo para falar em vencedores
Apesar do entusiasmo, Mark Cuban considera prematuro apontar um vencedor na corrida global pela liderança em Inteligência Artificial. Questionado sobre se o domínio poderá pertencer à OpenAI, à Google, à Microsoft, à Meta ou a outra empresa, respondeu que ainda é demasiado cedo para conclusões.
Na sua leitura, todos querem tornar-se o destino principal para utilizadores e empresas, mas o mercado está longe de estar definido.
Cuban acrescentou ainda que, num mundo moldado pela Inteligência Artificial, dados e informação assumem um valor estratégico comparável ao ouro ou ao petróleo.
A distinção feita pelo empresário não é técnica, mas estratégica. Mais do que a ferramenta utilizada, o que poderá determinar vencedores e vencidos será a forma como cada pessoa ou empresa escolhe usá-la.
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