Aplicar protetor solar é essencial, sobretudo nos meses de maior exposição ao sol. Mas há uma dúvida comum: será que o protetor solar usado no corpo também pode ser aplicado no rosto? Segundo dermatologistas citados pela CNN Brasil, a resposta é que, em caso de necessidade, é melhor usar esse produto do que ficar sem proteção. Ainda assim, o ideal é escolher uma fórmula própria para a cara.
A explicação está na composição dos produtos. Os protetores solares desenvolvidos para o corpo tendem a ser mais pesados e oleosos, podendo deixar a pele do rosto mais brilhante e, em pessoas com tendência acneica, favorecer o aparecimento de borbulhas, erupções cutâneas ou irritações. A pele da cara é geralmente mais sensível e está mais exposta no dia a dia, o que leva muitas marcas a desenvolverem fórmulas específicas para essa zona.
Fórmulas para o rosto costumam ser mais leves
A dermatologista Marisa Garshick explicou ao Business Insider que os protetores solares faciais são muitas vezes formulados para não obstruírem os poros. Podem também incluir ingredientes mais suaves e adequados à pele do rosto, reduzindo o risco de oleosidade excessiva ou desconforto.
Apesar disso, a maioria dos protetores solares tem uma base semelhante de ingredientes, independentemente de serem destinados ao corpo ou ao rosto. Por isso, se estiver na praia ou numa situação em que só tem consigo protetor corporal, os especialistas defendem que deve aplicá-lo também na cara. A proteção contra a radiação solar continua a ser mais importante do que deixar a pele exposta.
A diferença está sobretudo na utilização regular. Quem aplica diariamente protetor solar no rosto deve preferir um produto específico para essa zona, especialmente se tiver pele oleosa, sensível ou com tendência para acne. As fórmulas faciais são normalmente mais leves, absorvem melhor e podem ter acabamento menos gorduroso.
Pele oleosa ou acneica exige mais atenção
Os protetores solares para o rosto podem incluir ingredientes pensados para controlar a oleosidade. A dermatologista Elaine Kung explicou ao HuffPost que é comum encontrar componentes como sílica ou amido de tapioca, usados para absorver o excesso de óleo. Algumas fórmulas incluem ainda ingredientes com benefícios adicionais para a pele, como ativos hidratantes ou associados ao cuidado antienvelhecimento.
Já quem tem pele com tendência acneica deve ter maior cuidado com certos ingredientes. Segundo a especialista, óleo de jojoba, manteiga de karité, derivados de óleo de coco, silicones ou ceras podem não ser a melhor opção para algumas peles mais propensas a obstrução dos poros.
A dermatologista Fabiana Wanick, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Cirurgia Dermatológica, explicou à L’Oréal Brasil que uma das diferenças entre protetores de corpo e de rosto está também na facilidade de aplicação. Os produtos corporais costumam privilegiar fatores como maior resistência à água e cobertura em zonas extensas, enquanto os faciais tendem a ser pensados para conforto, acabamento e uso diário.
Usar uma vez não é problema, mas não deve ser hábito
Usar protetor solar de corpo no rosto de forma pontual não deverá causar problemas à maioria das pessoas. O risco aumenta quando essa utilização se torna frequente, sobretudo em peles oleosas, sensíveis ou com tendência para acne.
Nesses casos, a aplicação repetida de fórmulas mais densas pode aumentar a probabilidade de irritação, erupções cutâneas ou foliculite, uma inflamação dos folículos pilosos que pode surgir sob a forma de pequenas borbulhas com ponta branca.
Assim, a regra prática é simples: se não tiver alternativa, use o protetor solar corporal também no rosto, porque a proteção é preferível à exposição sem filtro. Mas, para o dia a dia, o mais aconselhável é optar por um protetor solar facial adequado ao seu tipo de pele.
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