Dores de cabeça intensas e frequentes, visão turva ou dupla, tonturas, fraqueza num lado do corpo, dificuldades na fala e confusão mental podem surgir um mês antes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), de acordo com o El Cronista. Estes sintomas, muitas vezes ignorados, podem ser os primeiros sinais de alarme para um problema que afeta cerca de 15 milhões de pessoas todos os anos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.
Sinais de alerta que podem surgir até um mês antes
O AVC voltou a estar no centro da atenção pública na Argentina depois do episódio sofrido pela ex-pugilista argentina Alejandra Oliveras. Embora muitas vezes aconteça de forma súbita, este tipo de evento pode dar sinais várias semanas antes, o que permite agir com antecedência e evitar consequências graves.
Entre os sintomas mais comuns estão dores de cabeça fora do habitual, que não desaparecem com analgésicos e podem surgir sem motivo aparente. Segundo refere o El Cronista, alterações repentinas na visão, como ver desfocado ou em duplicado, também devem ser levadas a sério, tal como a sensação de desequilíbrio, vertigens ou desorientação.
Outros sinais de alarme incluem dormência ou fraqueza num braço, perna ou na face, sobretudo num só lado do corpo. A dificuldade em articular palavras, compreender frases simples, episódios de confusão súbita ou um cansaço extremo sem explicação são igualmente indicativos de que algo não está bem.
Prevenção passa por hábitos saudáveis
Reduzir o risco de AVC depende, em grande medida, da adopção de um estilo de vida equilibrado. A fonte acima citada recomenda o controlo regular da tensão arterial, o abandono do tabaco e a prática regular de exercício físico, preferencialmente todos os dias.
Uma alimentação rica em fruta, vegetais, cereais integrais e com baixo teor de gordura saturada é igualmente essencial. Limitar o consumo de álcool, manter níveis adequados de colesterol e glicemia, e aprender a gerir o stress com apoio psicológico, meditação ou ioga são outras estratégias consideradas importantes.
Consultar o médico perante qualquer alteração incomum no corpo é uma medida simples que pode fazer a diferença entre a prevenção e um episódio grave.
Quem está mais em risco?
A partir dos 60 anos, o risco de sofrer um AVC aumenta, especialmente quando existem condições como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade ou sedentarismo. O histórico familiar de doenças cerebrovasculares também é um factor relevante, conforme refere o El Cronista.
Fumadores, pessoas com consumo excessivo de álcool ou que vivem sob stress constante apresentam uma maior probabilidade de sofrer um AVC. Reconhecer os sintomas e adotar uma rotina mais saudável continua a ser a melhor forma de proteger o cérebro e a saúde em geral.
Leia também: ASAE apreende três toneladas de mel e suspende operador em Silves
















