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Índia ultrapassa 400 mil casos num só dia, novo recorde mundial - Ponto de situação mundial

Expresso

Lusa

01-05-2021

Veja aqui todas as atualizações em vários pontos do mundo, no momento que a pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.168.333 mortos no mundo, resultantes de mais de 150,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP

A Índia registou mais de 400 mil casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo recorde mundial de contágios, além de 3.523 mortos, anunciaram hoje as autoridades indianas.

O país de 1,3 mil milhões de habitantes está a braços com um surto devastador, com novos máximos diários de infetados e mortos há vários dias.

Nas últimas 24 horas, as autoridades sanitárias diagnosticaram 401.993 novos casos, ultrapassando pela primeira vez as 400 mil infeções diárias, um recorde mundial desde que o SARS-CoV-2 foi identificado na China, em dezembro de 2019.

Na terça-feira, em declarações à Lusa, o professor de Física e Biologia Gautam Menon, especialista em modelos de previsão da pandemia, já antecipara que o número de casos na Índia deveria "chegar aos 400 a 500 mil" por dia, antes de o país atingir o pico da segunda vaga.

"A maioria dos modelos sugere que os casos vão continuar a aumentar e que o pico será provavelmente em meados de maio", disse então à Lusa o professor da Universidade Ashoka, na cidade de Sonipat, a 40 quilómetros de Nova Deli.

Só no mês de abril, o país contabilizou mais de 6,9 milhões de infeções, contando atualmente mais de 3,2 milhões de casos ativos, segundo o Ministério da Saúde indiano.

A explosão do número de casos, atribuída a uma variante do vírus detetada na Índia, além de comícios eleitorais e festivais religiosos em grande escala, sobrecarregou os hospitais, onde faltam camas, medicamentos e oxigénio.

O país alarga a partir de hoje a todos os adultos a vacinação contra o novo coronavírus, mas a maioria dos estados indianos poderá não ter vacinas suficientes para iniciar a nova fase da inoculação, incluindo Maharashtra e Nova Deli, entre os mais afetados pela segunda vaga.

Goa, onde os hospitais se debatem com a falta de camas, é um dos estados obrigados a adiar o arranque da nova fase, devido à escassez de vacinas, com o Governo daquele estado indiano a pedir aos cidadãos que "não corram para os centros de vacinação no dia 01 de maio".

"Apesar de o Governo de Goa ter encomendado 500.000 doses de vacinas [contra] a covid-19 para o grupo etário dos 18-45 anos, a vacinação começará quando o estado receber as doses do fabricante", avisou na sexta-feira o chefe do executivo, Pramod Sawant, na rede social Twitter.

A Índia administrou até agora cerca de 154 milhões de vacinas contra a covid-19.

Desde o início da pandemia, a Índia acumulou 211.853 óbitos e mais de 19,1 milhões de infeções, sendo o segundo país do mundo com mais casos, atrás dos Estados Unidos, e o quarto com mais óbitos, depois dos EUA, do Brasil e do México.

♦ TIMOR-LESTE

Timor-Leste registou 120 novos casos de infeção com SARS-CoV-2, o segundo maior total de sempre num único dia, com a quase totalidade a registar-se na capital Díli.

Em comunicado, o Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC) explica que, além de 116 casos em Díli, se registaram dois casos em Baucau e um caso em Lautem e outro em Liquiçá.

As autoridades registaram um total de 43 casos recuperados com o número de casos ativos a subir para 2.396, novo máximo, e o total acumulado desde o início da pandemia a subir para 2.396. Entre os casos de infeção registados hoje há seis com sintomas da covid-19.

O CIGC anunciou ainda que o número de casos moderados e graves no centro de isolamento de Vera Cruz voltou a subir, para 28. Há atualmente sete casos graves (seis no serviço de medicina interna e um no serviço de pediatria) e 21 casos moderados.

No caso de Díli as infeções das últimas 24 horas correspondem a 10,27% dos 1.169 testes realizados na capital, mais de metade dos quais a pessoas que pretendiam sair de Díli, onde está em vigor uma das várias cercas sanitárias do país.

♦ ÁFRICA

África registou mais 257 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, para um total de 121.813 vítimas mortais, e 9.963 novos infetados, de acordo com os dados oficiais mais recentes no continente.

Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infetados nos 55 Estados-membros da organização é agora de 4.560.119, e nas últimas 24 horas registaram-se 9.733 recuperados, totalizando 4.102.903 desde o início da pandemia.

A África Austral continua a ser região mais afetada, registando 1.968.952 infetados e 62.068 mortos associados ao contágio com a doença. Nesta região, a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.581.210 casos e 54.350 mortes. O Norte de África é a segunda zona mais atingida, com 1.366.607 infetados e 39.860 vítimas mortais.

A África Oriental contabiliza 604.432 infeções e 11.263 mortos, enquanto na África Ocidental o número de infeções é de 459.052 e o de mortes é de 6.055. Na África Central, há 161.076 casos de infeção e 2.567 óbitos registados.

O Egito, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 13.339 mortes e 227.552 infetados, seguindo-se a Tunísia, com 10.722 mortes e 309.119 casos de infeção. Marrocos contabiliza 511.249 casos de infeção e 9.023 mortes associadas à covid-19.

Entre os países mais afetados estão também a Etiópia, com 3.688 vítimas mortais e 257.442 infeções, e a Argélia, com 3.253 mortos e 122.108 infetados.

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Moçambique regista 814 mortes e 69.917 casos, seguindo-se Angola (596 óbitos e 26.652 casos de infeção), Cabo Verde(217 mortos e 23.882 casos), Guiné Equatorial (112 óbitos e 7.694 casos), Guiné-Bissau (67 mortos e 3.734 casos) e São Tomé e Príncipe (35 mortos e 2.303 casos).

♦ MÉXICO

O México registou 460 mortes por covid-19 e 3.821 novas infeções nas últimas 24 horas, segundo as autoridades mexicanas. Desde o início da pandemia, o país contabilizou 216.907 óbitos e mais de 2,3 milhões de casos (2.344.755).

O total de mortes provocadas pela doença poderá no entanto ser superior, tendo o Governo mexicano admitido em 20 de abril que o número poderá chegar aos 332.500, num relatório atualizado.

O México é o terceiro país do mundo com mais mortes devido à covid-19, atrás dos Estados Unidos e do Brasil, sendo o 15.º mundial em número total de casos, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins (EUA).

♦ GRÉCIA

A Grécia começa este sábado a vacinar todas as pessoas maiores de 30 anos, além dos grupos vulneráveis, profissionais de saúde e professores, esperando até final de junho ter imunizado todos os cidadãos que o desejem.

Na madrugada de sábado, Santo da Páscoa ortodoxa, teve início o agendamento de consultas para a última faixa etária que ficou pendente acima dos 30 anos, a das pessoas entre os 45 a 49 anos, que terão acesso a todas as vacinas atualmente no mercado: BioNtech/Pfizer, Astrazena, Moderna e Janssen. Esta última começara a ser administrada nas próximas semanas.

A Grécia propôs vacinar toda a população com mais de 30 anos com pelo menos uma dose até ao final de maio, coincidindo com o início da temporada turística e o previsível aumento da atividade económica. As autoridades sanitárias gregas abriram na segunda-feira as marcações para a faixa etária entre os 30 e os 39 anos, e na quinta-feira atendimentos para pessoas entre os 40 e 44 anos, embora exclusivamente com as vacinas da AstraZeneca.

♦ BRASIL

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) brasileira autorizou na sexta-feira a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a produzir no Brasil o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca/Oxford.

A Fiocruz, principal centro de investigação médica da América Latina, vinculada ao Ministério da Saúde brasileiro, fica "autorizada a iniciar a produção de lotes piloto, em escala comercial, da vacina com o IFA produzido no Brasil", explicou o órgão regulador brasileiro em comunicado. "Após a realização dos testes, a Fiocruz deve solicitar a inclusão do insumo (ingrediente) no registo ou fazer um pedido de autorização de uso de emergência", acrescentou a Anvisa. A produção do fármaco será destinada ao Sistema Único de Saúde do país.

A Fiocruz já possuía um acordo com a Universidade de Oxford e com a farmacêutica AstraZeneca para fabricar no Brasil a vacina Covishield. O fármaco já está a ser usado no país desde janeiro, quando as primeiras doses foram importadas da Índia. A Fundação passou a produzir a vacina em larga escala em março, mas ainda precisava de importar o IFA.

♦ ESTADOS UNIDOS

Os Estados Unidos registaram 847 mortes provocadas por covid-19 e 60.412 novos casos da doença nas últimas 24 horas, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Desde o início da pandemia, os EUA acumularam 575.899 óbitos e 32.342.475 infeções confirmadas, mantendo-se como o país com mais mortes e também com mais casos no mundo.

Na sexta-feira, os Estados Unidos atingiram a marca dos 100 milhões de pessoas que completaram a vacinação, o que representa 40% da população adulta.


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