Antes de entrar no mar, a maioria dos banhistas olha para a bandeira junto ao posto do nadador-salvador e costuma ver uma de três cores: verde, amarela e vermelha. No entanto, há outras cores a circular cujo significado em Portugal está longe de ser tão claro, como é o caso da bandeira roxa.
É o caso da bandeira roxa, frequentemente apresentada como um aviso para a presença de medusas, alforrecas ou caravelas-portuguesas. O alerta pode ser utilizado localmente, mas esta bandeira não faz parte do sistema oficial português.
Bandeira roxa existe nas praias portuguesas?
A legislação nacional não prevê uma bandeira roxa para alertar os banhistas. A Portaria n.º 168/2016, publicada em Diário da República, estabelece apenas quatro bandeiras de sinais: verde, amarela, vermelha e xadrez azul e branca.
Também não existe um modelo nacional de bandeira branca com o desenho de uma medusa. Algumas praias podem recorrer a avisos complementares deste género, mas o seu significado deve ser confirmado junto do nadador-salvador.
Assim, encontrar uma bandeira roxa numa praia não significa que os banhos estejam automaticamente proibidos. Significa apenas que está a ser utilizado um aviso local, que não substitui as bandeiras oficiais nem as indicações das autoridades.
O que fazer se encontrar medusas ou caravelas-portuguesas numa praia portuguesa?
A ausência de uma bandeira roxa oficial não significa que o perigo deva ser ignorado. O GelAvista, programa do IPMA, identifica a caravela-portuguesa como o organismo gelatinoso mais perigoso entre os que aparecem em Portugal. Os seus tentáculos podem atingir cerca de 30 metros e continuam ativos mesmo depois da morte do organismo.
Depois de um contacto, o IPMA recomenda lavar a zona com água do mar, sem esfregar, e retirar os restos de tentáculos com uma pinça. Não deve usar água doce, álcool ou amónia.
Se o contacto tiver sido com uma medusa comum, devem ser aplicadas compressas de gelo durante cerca de 15 minutos e não deve ser utilizado vinagre. No caso específico da caravela-portuguesa, a indicação é aplicar compressas quentes, a aproximadamente 40 graus, durante 20 minutos, ou vinagre sem diluir. Perante dificuldades respiratórias, sinais de choque ou dor persistente, deve ser procurada assistência médica urgente.















