A entrega do IRS volta todos os anos e, com ela, regressa também a sensação de urgência em resolver tudo rapidamente, embora a falta de preparação possa transformar um processo simples numa tarefa mais demorada do que o esperado.
De acordo com o Ekonomista, reunir previamente toda a informação necessária é um dos fatores que mais influencia a rapidez e a precisão da declaração, evitando erros que podem atrasar o reembolso ou obrigar a correções posteriores.
Segundo a mesma fonte, a campanha de entrega decorre entre 1 de abril e 30 de junho, sendo que uma preparação cuidada pode fazer diferença não só no tempo gasto, mas também no resultado final.
O que deve ter preparado antes de começar
Antes de aceder ao Portal das Finanças, é recomendável reunir os dados básicos de identificação, incluindo o NIF e a senha de acesso, já que problemas com credenciais são uma das causas mais frequentes de atrasos.
Ao mesmo tempo, é importante ter à mão o IBAN atualizado, caso pretenda receber o eventual reembolso numa conta específica, bem como os NIF de todos os elementos do agregado familiar. Estes dados, embora simples, são essenciais para evitar interrupções logo no início do processo.
Rendimentos exigem atenção redobrada
No caso dos rendimentos de trabalho dependente, a informação costuma surgir pré-preenchida, mas isso não dispensa a verificação, sobretudo se houve mudanças de emprego ou múltiplas entidades ao longo do ano.
Quem acumulou diferentes tipos de rendimentos, como trabalho dependente e recibos verdes, deve garantir que todos os valores estão corretamente refletidos, já que entram no cálculo global do imposto.
Além disso, prestações sociais como subsídio de desemprego ou doença também devem ser consideradas, o que reforça a importância de confirmar todos os dados.
Recibos verdes e atividade independente
Para trabalhadores independentes, o processo exige maior preparação, incluindo a organização de faturas, recibos e eventuais retenções na fonte.
No regime simplificado, basta conhecer os totais de faturação, mas, ainda assim, é essencial garantir que os valores estão corretos e completos.
Já quem tem contabilidade organizada deve articular-se com o contabilista, embora seja aconselhável manter acesso aos principais documentos.
Investimentos e imóveis não podem ser esquecidos
Rendimentos de capitais, como juros, dividendos ou mais-valias, são frequentemente esquecidos, mas devem ser incluídos na declaração, com base nos comprovativos enviados por bancos ou corretoras.
No caso de imóveis, quer se trate de arrendamento ou venda, é necessário reunir documentação como contratos, recibos e escrituras, além de comprovativos de despesas que possam ser deduzidas. Estes elementos podem ter impacto direto no valor final do imposto.
Despesas podem aumentar o reembolso
As despesas dedutíveis são uma das áreas onde os contribuintes podem beneficiar mais, mas apenas se os valores estiverem corretamente registados.
Apesar de grande parte da informação ser importada automaticamente, é fundamental confirmar se não existem erros ou omissões.
Despesas de saúde, educação, habitação e encargos familiares devem ser revistas com atenção, já que qualquer falha pode traduzir-se numa perda de benefício fiscal.
Situações específicas exigem documentação adicional
Pagamentos de pensões de alimentos, donativos ou contribuições para planos como PPR implicam documentação própria, que deve ser mantida organizada.
Quem teve rendimentos no estrangeiro também deve reunir comprovativos de rendimentos e de impostos pagos, uma vez que estes têm de ser declarados em Portugal. Nestes casos, a falta de documentação pode complicar o processo e atrasar a liquidação.
Preparação pode evitar erros e atrasos
Organizar todos os documentos antes de iniciar a declaração permite reduzir o risco de erros e evitar interrupções durante o preenchimento.
Criar uma pasta, física ou digital, ao longo do ano é uma estratégia simples que facilita todo o processo na altura da entrega.
Além disso, utilizar o simulador do Portal das Finanças antes de submeter a declaração permite testar cenários e corrigir eventuais falhas.
No final, e embora o IRS possa parecer uma tarefa repetitiva, a preparação continua a ser o fator que mais influencia a rapidez e o resultado, podendo evitar dores de cabeça e atrasos no reembolso, de acordo com o Ekonomista.
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