A campanha dos selos do Continente, que permite aos clientes trocar compras por um faqueiro da marca SMEG, está a terminar e está a ser marcada por um aumento significativo de denúncias de burla nas redes sociais. Com o prazo de acumulação a acabar a 22 de fevereiro, e a possibilidade de troca até 15 de março, muitos consumidores procuram completar a coleção à última hora, mas nem todos acabam com os selos prometidos.
Uma campanha que virou fenómeno online
De acordo com o Notícias ao Minuto, a iniciativa tornou-se um verdadeiro fenómeno digital. Grupos de Facebook, plataformas como a Vinted e outras aplicações de revenda encheram-se de pedidos de troca, compra e venda de selos.
A campanha foi lançada em novembro e destina-se a clientes com cartão Continente. Por cada 20 euros em compras é atribuído um selo. Para completar a coleção do faqueiro seria necessário acumular selos correspondentes a cerca de três mil euros em compras.
Na reta final, a pressão aumentou. Muitos clientes que não conseguiram reunir selos suficientes decidiram procurar alternativas nas redes sociais.
Como funcionam os esquemas
Segundo a mesma fonte, é precisamente neste momento que surgem os principais esquemas fraudulentos. Os burlões publicam anúncios apelativos, muitas vezes com preços ligeiramente abaixo do praticado por outros vendedores, para gerar sensação de oportunidade.
Depois do primeiro contacto, pedem pagamento por transferência bancária ou MB Way. Após a receção do dinheiro, deixam de responder e desaparecem.
Há ainda casos em que utilizam perfis recém-criados, com pouca atividade ou fotografias genéricas. Noutros, recorrem a imagens retiradas da internet para simular que têm os selos em sua posse.
Multiplicam-se os relatos de clientes que afirmam ter ficado sem os selos e sem o valor pago.
A urgência é o principal sinal de alerta
Especialistas em defesa do consumidor alertam que a urgência é um dos principais fatores explorados nestes esquemas. Frases como “últimos selos disponíveis” ou “tenho outros interessados” são frequentemente utilizadas para pressionar decisões rápidas.
Segundo explica o Notícias ao Minuto, a recomendação passa por evitar pagamentos fora de plataformas com sistemas de proteção ao comprador, desconfiar de preços demasiado baixos e nunca enviar dinheiro sem garantias mínimas de segurança.
Sempre que possível, aconselha-se a optar por trocas presenciais em locais públicos e a verificar cuidadosamente o histórico do vendedor.
O que deve ter em conta nesta fase final
O Continente não valida nem promove vendas de selos em plataformas externas. A única forma oficial de os obter é através de compras realizadas com cartão Continente durante o período da campanha.
Com a aproximação do fim, é expectável que a procura aumente ainda mais. A recomendação mantém-se: prudência.
Completar a coleção pode ser tentador, mas nenhuma peça de faqueiro compensa o risco de perder dinheiro para um esquema fraudulento.
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