A chuva e a trovoada vão marcar o estado do tempo em algumas regiões de Portugal, mas no continente o cenário será bastante diferente, com muito sol, temperaturas elevadas e condições que mantêm o risco de incêndio em níveis preocupantes.
Segunda-feira, 7 de setembro, deverá continuar com características típicas de verão em grande parte do território. De acordo com a Luso Meteo, o anticiclone permanece com influência sobre Portugal continental, permitindo a manutenção de uma massa de ar quente e de tempo maioritariamente seco. A instabilidade ficará essencialmente concentrada nos Açores.
Apesar de começarem a surgir sinais de uma circulação atmosférica mais dinâmica no Atlântico Norte, com a passagem de uma depressão a norte do Reino Unido, esta deverá permanecer demasiado afastada para provocar uma mudança significativa do tempo no continente. Ainda assim, a sua presença, juntamente com o afastamento gradual do anticiclone para oeste, deverá favorecer vento de norte ou noroeste.
Chuva e trovoada deverão concentrar-se nos Açores
É nos Açores que a chuva terá maior probabilidade de aparecer durante a segunda-feira. Segundo a previsão da Luso Meteo, são esperados períodos de céu muito nublado, alternados com abertas, existindo possibilidade de aguaceiros e trovoada.
A instabilidade deverá ser mais evidente durante a manhã e afetar sobretudo as ilhas dos grupos Ocidental e Central. Nas ilhas Orientais também poderão ocorrer aguaceiros, embora de forma mais dispersa e pouco frequente. Durante a tarde, são esperadas mais abertas em várias zonas do arquipélago.
O vento deverá soprar geralmente fraco a moderado de sudoeste, entre 10 e 20 km/h, podendo tornar-se moderado a forte nas ilhas Ocidentais e Centrais, onde são admitidas rajadas ocasionais até aos 55 km/h. Apesar da chuva, o calor continuará presente, com máximas previstas entre os 27 e os 30 ºC e mínimas entre 22 e 24 ºC.
Continente escapa à chuva, mas permanece seco e com risco de incêndio
Em Portugal continental, o cenário será praticamente oposto. A previsão aponta para céu geralmente pouco nublado ou limpo, sem indicação de chuva significativa, mantendo-se assim o tempo seco numa altura em que as temperaturas permanecem bastante elevadas em várias regiões.
É precisamente esta combinação de calor e ausência de precipitação que leva a Luso Meteo a alertar para a manutenção de um risco elevado de incêndio em muitas regiões. As condições continuam, por isso, a exigir especial atenção, sobretudo no interior, onde o calor será mais intenso.
Durante as primeiras horas do dia, o litoral oeste poderá apresentar neblinas e nuvens baixas, principalmente junto à costa. Esta nebulosidade deverá dissipar-se gradualmente, dando lugar a uma tarde com bastante sol.
Temperaturas podem voltar a aproximar-se dos 40 graus
As temperaturas não deverão sofrer alterações significativas e o calor continuará a fazer-se sentir com maior intensidade longe da faixa costeira. No litoral, as máximas deverão ficar geralmente entre os 23 e os 27 ºC, enquanto no interior são esperados valores entre os 33 e os 40 ºC.
O Alentejo volta a estar entre as regiões onde o calor poderá ser mais intenso, com temperaturas próximas dos 40 ºC em alguns locais. Também as noites continuarão particularmente quentes em várias zonas do interior e do Algarve, onde as mínimas poderão permanecer nos 20 ºC ou acima deste valor.
Embora o litoral apresente temperaturas mais moderadas, a presença de vento poderá ser outro fator a ter em atenção. A nortada deverá ganhar intensidade durante a tarde junto à costa e nas terras altas.
Vento pode atingir rajadas de 55 km/h
O vento deverá soprar de norte ou noroeste, geralmente entre 10 e 20 km/h, mas poderá intensificar-se durante a tarde no litoral, atingindo velocidades entre 25 e 35 km/h. Nas zonas costeiras e terras altas, as rajadas poderão chegar aos 55 km/h.
No interior, o vento deverá ser geralmente mais fraco, embora também predominante do quadrante norte ou noroeste. Perante o calor, o tempo seco e o risco de incêndio referido pela Luso Meteo, as condições meteorológicas deverão continuar a exigir prudência.
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