O Atlântico Nordeste transforma-se num verdadeiro ninho de tempestades, com Portugal entre os países mais afetados nos próximos dias. Chuva intensa, vento forte, neve nos pontos altos e agitação marítima vão marcar o resto da semana, segundo o Meteored, site especializado em meteorologia.
Múltiplas depressões no Atlântico Norte
Nas próximas horas, Portugal ficará rodeado por várias baixas pressões, incluindo Joseph, Chandra e uma pequena, mas potente depressão ainda sem nome que poderá vir a ser designada Kristin.
Segundo a mesma fonte, esta última vai sofrer um desenvolvimento explosivo a oeste do Porto durante a madrugada de quarta-feira, 28 de janeiro, provocando fenómenos meteorológicos adversos em todo o país.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera já emitiu avisos laranja e vermelho, destacando o vento como um dos principais riscos, juntamente com a neve e a agitação marítima.
Os distritos de Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra e Guarda poderão registar rajadas de até 140 km/h, tornando a madrugada de quarta-feira o período mais crítico da semana.
Chuva persistente e neve nos pontos altos
A precipitação deverá manter-se de forma generalizada ao longo da semana, reforçada por um grande rio de humidade proveniente das Caraíbas.
Nos pontos mais altos do Norte e Centro, a neve deverá cair acima dos 600 a 800 metros de altitude, em interação com uma massa de ar polar.
Este cenário aumenta o risco de cheias, sobretudo em solos já saturados e nos rios e ribeiras com tendência a transbordar.
As serras do Minho, Alto Tâmega e Barroso poderão acumular mais de 200 mm de precipitação até à meia-noite de segunda-feira, 2 de fevereiro.
Nos distritos de Coimbra, Guarda e Castelo Branco, os valores devem rondar os 120 a 180 mm, enquanto Leiria, Portalegre, Santarém e Bragança deverão registar entre 100 e 150 mm.
Norte e Centro entre as regiões mais chuvosas da Europa
O Minho, Douro Litoral e outras zonas do Norte e Centro estarão entre as mais chuvosas de toda a Europa nos próximos sete dias.
Nas regiões a sul do sistema Montejunto-Estrela, os valores previstos são inferiores, mas ainda significativos, situando-se entre 80 e 100 mm em partes do Alentejo e do distrito de Lisboa. O distrito de Faro deverá ser o menos afetado, embora o Barlavento possa acumular até 90 mm.
Alerta para cheias e riscos associados
De acordo com o Meteored, a instabilidade deverá prolongar-se até ao início de fevereiro, mantendo Portugal sob a mira de novas tempestades e frentes atlânticas.
A combinação de chuva intensa, vento forte, neve e agitação marítima reforça o alerta das autoridades e a necessidade de atenção aos riscos de inundações, cheias em rios e ribeiras e derretimento de neve, que poderá agravar a situação.
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