O estado do tempo em Portugal prepara-se para uma nova fase de chuva depois de um período marcado pela subida das temperaturas e por condições estáveis. Nos próximos dias, o calor deverá intensificar-se, com valores que, em alguns locais, podem aproximar-se dos 30 °C.
De acordo com o Luso Meteo, esta fase mais quente estará associada a uma crista anticiclónica, que favorece céu pouco nublado e maior incidência de radiação solar. Ainda assim, este cenário deverá ser temporário, com sinais de mudança já visíveis nos modelos meteorológicos. A circulação atmosférica poderá alterar-se de forma significativa, abrindo caminho a um período mais instável.
A partir deste dia, a atmosfera pode mudar
É a partir de 20 de abril que os modelos começam a apontar para uma mudança mais evidente no padrão atmosférico. Nesta fase, o anticiclone deverá deslocar-se para latitudes mais elevadas, permitindo a aproximação de depressões atlânticas à Península Ibérica.
Este tipo de configuração aumenta a probabilidade de instabilidade, típica da primavera, ainda que os efeitos concretos dependam da posição exata desses sistemas. Segundo a mesma fonte, a tendência mais consensual entre os modelos aponta para a presença de depressões próximas da latitude de Portugal, embora com diferentes cenários possíveis.
Chuva e trovoada são possíveis
Com a aproximação destas depressões, aumenta a probabilidade de ocorrência de chuva, que poderá surgir de forma irregular e localizada em Portugal. Em alguns casos, não está excluída a possibilidade de trovoadas.
No entanto, não se trata de um cenário totalmente definido. Se os sistemas se mantiverem mais a oeste, os efeitos poderão ser limitados, com apenas alguma nebulosidade e instabilidade ligeira. Por outro lado, caso avancem mais para leste, poderão trazer chuva mais significativa e episódios de vento mais intenso.
Um padrão instável e com variações
A primavera é, por natureza, uma estação marcada por rápidas mudanças no estado do tempo. Este episódio poderá refletir essa característica, com alternância entre dias mais quentes e períodos mais frescos e instáveis.
Segundo o Luso Meteo, as temperaturas deverão sofrer oscilações ao longo deste período, podendo registar-se descidas repentinas após dias de maior calor e, em simultâneo, não está excluída a presença de poeiras em suspensão, associadas a fluxos de ar vindos do norte de África.
Ilhas com maior exposição à instabilidade
Nos arquipélagos, o impacto destas depressões poderá ser mais evidente. A proximidade dos sistemas deverá traduzir-se em períodos de vento, precipitação e maior agitação marítima.
Mesmo que não atinjam diretamente o território continental, os efeitos indiretos poderão ser sentidos nos Açores e na Madeira. Segundo a mesma fonte, a evolução destes sistemas deverá ser acompanhada com atenção nos próximos dias.
Um cenário ainda com muitas dúvidas
Apesar das indicações dos modelos, o grau de incerteza continua elevado. A posição final das depressões será determinante para o tipo e intensidade dos fenómenos registados em Portugal. Para já, o mais provável é um aumento da instabilidade a partir de 20 de abril, com possibilidade de chuva e trovoada, mas sem garantia de episódios prolongados ou generalizados em Portugal.
Segundo o Luso Meteo, este tipo de situação exige acompanhamento diário, uma vez que pequenas alterações na circulação atmosférica podem ter impacto significativo no estado do tempo. No final, depois de dias de calor, o cenário aponta para uma mudança, ainda que incerta. E, como é habitual nesta altura do ano, o tempo poderá trazer surpresas de um dia para o outro.
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