
O Pedro era um bom actor, bom ser humano. Desistiu da relação de 20 anos, desistiu dos 5 filhos, desistiu da vida. Um dos 10 milhões pressionados pela pandemia, cortou-lhe o ordenado para metade, ganhava 6000€ mês, agravou a depressão por detrás daquela simpatia conhecida. Tinha 49 anos.
O Vitor era um bom médico, bom ser humano. Lutou pela vida de outros isolado da sua família, amigos, lutou pela sua durante 40 dias na UCI, não queria desistir de viver, do que fazia, muito menos da sua família. Tinha 68 anos.
O Pedro mereceu e bem reconhecimentos de tudo e de todos inclusive do Presidente da República. Continua e continuará a merecer. Já do Vítor, primeiro Médico vítima do covid-19 que salvou imensas vidas ao longo da sua, pouco ou nada se ouviu falar. Correção. Parece que a sua família poderá ver a final da Champions em Lisboa.
A minha homenagem ao Vítor, aos 12 colegas do Vítor internados em UCI’s, aos 650 (pelo menos) médicos infetados, o meu obrigado e os sentimentos aos familiares e amigos do Vítor e do Pedro, com a esperança que um dia o populismo dê lugar de vez ao HUMANISMO. Também poderá salvar muitas depressões escondidas…
Esta é a mão dos Vítor’s quando tiram todos os equipamentos de segurança após 10h de serviço…
– Texto partilhado nas redes sociais, cujo autor não está identificado.
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