Os pagamentos digitais têm vindo a ganhar terreno, mas o recurso ao dinheiro físico continua a fazer parte da rotina de muitos portugueses. Levantar notas numa caixa multibanco permanece um gesto comum, sobretudo entre quem privilegia métodos mais tradicionais no dia a dia.
De acordo com o jornal espanhol 20minutos, as autoridades espanholas têm vindo a alertar para cuidados básicos que devem ser mantidos sempre que se utiliza uma caixa automática. Embora simples, estes comportamentos continuam a ser essenciais para reduzir riscos. Muitos dos esquemas de burla mais eficazes não dependem de tecnologia avançada, mas sim de distrações ou reações instintivas por parte dos utilizadores. É precisamente nesses momentos que surgem oportunidades para atuação de terceiros.
Um esquema discreto que continua a fazer vítimas
Entre os métodos mais referidos pelas autoridades está um esquema conhecido por prender o cartão na própria máquina, criando uma situação inesperada para o utilizador. À primeira vista, pode parecer apenas uma falha técnica, mas é nesse momento que o risco aumenta.
De acordo com o 20minutos, este método, conhecido como armadilha libanesa, consiste na introdução de um objeto fino na ranhura do multibanco. Pode ser uma pequena tira adesiva ou outro elemento que impeça o cartão de sair após a operação. Quando o utilizador tenta concluir o levantamento e o cartão fica retido, a situação gera confusão. É nesse contexto que surge, muitas vezes, alguém aparentemente disponível para ajudar.
Quando a ajuda se transforma num risco
A abordagem é, em regra, discreta e convincente. O burlão oferece assistência, sugere repetir o código ou simular um erro do sistema, tentando ganhar a confiança da vítima num momento de vulnerabilidade. Segundo a mesma fonte, o objetivo é simples: levar o utilizador a revelar o código PIN. Uma vez obtida essa informação, o esquema é concluído posteriormente, quando o burlão retira o cartão preso e o utiliza.
Este tipo de situação pode ocorrer em locais movimentados, mas também em zonas mais isoladas, onde a presença de terceiros não levanta suspeitas imediatas. A naturalidade da interação contribui para o sucesso do esquema.
Medidas simples que fazem a diferença
Para reduzir o risco, as autoridades recomendam um conjunto de precauções básicas, que continuam a ser eficazes. Evitar levantar dinheiro em locais isolados ou durante a noite é uma das principais recomendações. Sempre que possível, deve optar por caixas automáticas em zonas movimentadas e bem iluminadas. Além disso, tapar o teclado ao introduzir o código PIN continua a ser uma prática essencial.
Outro ponto sublinhado prende-se com a recusa de ajuda de desconhecidos. Mesmo que a situação pareça urgente, não deve partilhar qualquer informação sensível com terceiros.
Como agir em caso de suspeita
Se o cartão ficar preso ou surgir uma falha inesperada no ecrã, a recomendação passa por manter a calma e evitar qualquer interação com estranhos. O passo seguinte deve ser contactar de imediato o banco ou a SIBS.
Sempre que possível, deve registar o número da caixa multibanco e, se necessário, reportar a situação às autoridades. Em contextos de maior pressão ou intimidação, o contacto com a polícia pode ser determinante.
Como sublinha o 20minutos, a prevenção continua a ser a principal linha de defesa contra este tipo de fraude. Pequenos cuidados no momento da operação podem ser suficientes para evitar prejuízos significativos.
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