O preço do papel higiénico e de outros produtos semelhantes vai aumentar a partir do dia 1 de maio, com uma subida anunciada por um dos principais produtores do setor. Até 30 de abril, os consumidores ainda poderão adquirir estes artigos ao preço atual, antes da atualização entrar em vigor.
De acordo com o portal de notícias de economia, Dinheiro Vivo, a The Navigator Company confirmou um aumento entre 5% e 7% nos preços dos chamados papéis tissue, que incluem papel higiénico, guardanapos, rolos de cozinha e toalhas de mão.
A atualização dos preços tem uma data definida. Segundo a mesma fonte, o aumento será aplicado a todas as expedições realizadas a partir de 1 de maio de 2026. Isto significa que até 30 de abril será possível comprar estes produtos ao preço habitual. Acrescenta a publicação que, a partir daí, os novos valores entram em vigor nos mercados onde o grupo opera.
Produtos abrangidos pela subida
A decisão abrange vários artigos do dia a dia. O aumento incide sobre toda a gama de papéis tissue produzidos pela empresa. Segundo a mesma fonte, isso inclui produtos amplamente utilizados no consumo doméstico e profissional, como papel higiénico e guardanapos.
A empresa justifica a subida com vários fatores. O aumento dos preços resulta da pressão inflacionista registada nos últimos meses. Entre os principais motivos estão custos energéticos, logísticos e de matérias-primas. Acrescenta a publicação que também os encargos salariais e operacionais contribuíram para a decisão.
Contexto internacional agrava situação
O cenário global tem impacto direto no setor. A situação geopolítica tem vindo a acentuar a subida dos custos. Segundo a mesma fonte, este contexto contribui para um aumento generalizado das despesas associadas à produção e distribuição.
A atualização não se limita a Portugal. De salientar que o aumento será aplicado em todos os mercados onde a empresa está presente. A decisão tem também um alcance internacional, refletindo um cenário comum em diferentes regiões.
Sustentabilidade do negócio em causa
A empresa enquadra a medida numa estratégia mais ampla. Refere a mesma fonte que o objetivo passa por garantir a sustentabilidade do modelo de negócio a longo prazo. A decisão está também relacionada com o equilíbrio financeiro, já que a empresa pretende assegurar a continuidade da cadeia de abastecimento.
Os aumentos atingem diferentes áreas. Tanto os custos fixos como variáveis têm registado subidas significativas. Segundo a mesma fonte, esta evolução tem impacto direto na estrutura de preços praticada pela empresa.
Comunicação oficial da empresa
A decisão foi formalizada através de comunicado. De acordo com o Dinheiro Vivo, a empresa considera a medida “imprescindível para garantir a sustentabilidade a longo prazo”. O grupo sublinha ainda a necessidade de ajustar preços face ao contexto atual.
A subida poderá refletir-se nos hábitos de compra, uma vez que os produtos abrangidos fazem parte do consumo regular das famílias. Conforme a mesma fonte, o ajuste de preços poderá ser sentido de forma transversal, dado o carácter essencial destes bens.
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