Cuba tem registado sucessivos apagões elétricos que deixaram milhões de pessoas sem energia, com impacto direto na capital Havana, onde muitas habitações continuam parcialmente às escuras e vários serviços essenciais foram afetados. A repetição destes episódios num curto espaço de tempo tem condicionado o quotidiano da população e a normalidade de funcionamento da cidade.
De acordo com a SIC Notícias, já foi reposta a eletricidade em cerca de metade das casas de Havana após um novo apagão nacional ocorrido recentemente, que afetou milhões de habitantes pela terceira vez num único mês.
Impacto na vida quotidiana
Segundo a mesma fonte, a interrupção do fornecimento de energia tem afetado transportes públicos, que permanecem praticamente parados, dificultando a mobilidade das pessoas no interior da cidade, enquanto a circulação de bens essenciais também enfrenta constrangimentos.
A mesma fonte refere ainda que a distribuição de alimentos e medicamentos tem sido condicionada, ao mesmo tempo que milhares de residentes continuam sem eletricidade nas suas habitações, prolongando o impacto no dia a dia da população.
Recuperação parcial da rede
Importa salientar que já foi possível restabelecer o fornecimento de energia em cerca de de meio milhão de casas e em 43 hospitais na capital cubana, num processo de recuperação que decorre de forma gradual e desigual.
Conforme a mesma fonte, apesar destes progressos, a reposição total da energia continua incompleta, com várias zonas ainda dependentes de soluções temporárias ou sem acesso contínuo à rede elétrica.
Pressão internacional e enquadramento político
Segundo a mesma fonte, as autoridades cubanas associam parte das dificuldades energéticas ao impacto das sanções internacionais, que limitam o acesso a equipamentos e recursos necessários para assegurar o funcionamento da rede.
De acordo com a SIC Notícias, o Governo cubano tem defendido que este contexto contribui para a “asfixia energética”, mantendo simultaneamente contactos diplomáticos e disponibilidade para diálogo com os Estados Unidos, embora rejeite interferências internas.
Portugal e o reforço do sistema elétrico
No contexto europeu, Portugal tem vindo a reforçar o seu sistema elétrico após o apagão registado em abril de 2025, com medidas destinadas a aumentar a resiliência e a capacidade de resposta da rede nacional.
De acordo com o site do Governo português, foram apresentadas iniciativas centradas na segurança do Sistema Elétrico Nacional, incluindo investimentos e ajustes operacionais que procuram reduzir o risco de interrupções prolongadas.
Investimentos e capacidade de resposta
Segundo a mesma fonte, o plano inclui um investimento de 137 milhões de euros para modernização da rede elétrica, com impacto na operação e no controlo do sistema, bem como na sua eficiência global.
Escreve o site do Governo que está também prevista a duplicação das centrais com capacidade de “black start”, entre as quais o Baixo Sabor e o Alqueva, que se juntam à Tapada do Outeiro e a Castelo de Bode, reforçando a capacidade de arranque autónomo do sistema em caso de falha.
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