Uma videochamada de WhatsApp aparentemente relacionada com o banco pode esconder uma tentativa de fraude. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a alertar os clientes para contactos em que os criminosos tentam convencê-los a partilhar o ecrã do telemóvel, alegadamente para cancelar operações ou resolver um problema com a conta bancária.
O aviso foi publicado pela própria CGD a 13 de agosto e chama a atenção para várias formas utilizadas pelos burlões para se fazerem passar pelo banco. O esquema pode começar com uma mensagem ou um email aparentemente legítimo e evoluir para uma chamada em que a vítima acredita estar, de facto, a falar com um funcionário da Caixa.
Se o banco lhe pedir para partilhar o ecrã, desconfie
Entre os comportamentos para os quais a fonte deixa um aviso específico está o recurso a videochamadas através do WhatsApp com partilha de ecrã. O banco esclarece que nunca pede aos clientes para cancelarem operações desta forma, nem através de links enviados por terceiros.
A instituição alerta ainda que não envia mensagens através do WhatsApp a pedir ao cliente que descarregue ou instale aplicações destinadas a permitir acesso remoto ao dispositivo.
Este tipo de pedido deve, por isso, ser encarado como um sinal de alerta, mesmo quando quem está do outro lado afirma estar a tentar impedir uma fraude ou cancelar uma operação suspeita.
Número que aparece no telemóvel pode parecer verdadeiro
Uma das razões pelas quais estas abordagens podem convencer as vítimas está na possibilidade de os criminosos fazerem parecer que a chamada vem de um número legítimo.
A CGD explica que existem técnicas capazes de esconder a verdadeira origem da chamada ou da mensagem, prática conhecida como “spoofing”. Assim, ver o nome da Caixa ou um número aparentemente associado ao banco no ecrã não é, por si só, garantia de que o contacto seja verdadeiro.
O esquema pode começar ainda antes da chamada. Segundo a mesma fonte, os burlões podem enviar um email ou SMS que imita uma comunicação do banco e inclui uma ligação para uma página falsa.
Nessa página, semelhante ao verdadeiro serviço bancário, são pedidos dados de acesso e contactos, podendo posteriormente surgir uma chamada falsa destinada a obter mais informações e concretizar operações fraudulentas.
CGD explica o que nunca pede aos clientes
A Caixa recorda que não solicita credenciais para cancelar operações e também não pede ao cliente que se desloque a uma caixa Multibanco com esse objetivo. Códigos recebidos por SMS, dados bancários e coordenadas do cartão matriz também não devem ser fornecidos em resposta a mensagens ou chamadas não solicitadas.
Perante um contacto suspeito, a recomendação passa por não clicar em ligações, não fornecer dados e interromper a interação. A CGD aconselha quem suspeite estar perante uma tentativa de fraude a contactar imediatamente o banco e as autoridades.
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