Les Sables d’Olonne, cidade francesa situada na região de Vendée, perto de Nantes, vai aplicar multas de até 150 euros a turistas apanhados a circular pelas ruas em fato de banho ou biquíni. A medida pretende travar aquilo que as autoridades locais consideram um comportamento indecente, seguindo o exemplo de Albufeira para o verão de 2025.
Proibição de andar seminu nas ruas
De acordo com o presidente da câmara, Yannick Moreau, que abordou o assunto numa publicação no Facebook, a decisão tem como objetivo impedir que as ruas se tornem num desfile de turistas seminu, expressão usada pelo próprio autarca. Esta norma surge após vários anos em que muitos visitantes percorriam as zonas urbanas em fato de banho, situação que desagradava os moradores locais.
Segundo o site especializado em economia e finanças, Executive Digest, andar seminu na via pública é uma falta de respeito para com os habitantes da cidade. Moreau reforça que vestir-se adequadamente não é apenas uma questão de decoro, mas também uma regra básica de higiene nos mercados, lojas e ruas. A polícia municipal ficou encarregue de garantir o cumprimento da norma, podendo aplicar coimas até 150 euros.
Praias para o fato de banho, ruas para a roupa
O autarca realça que Les Sables d’Olonne dispõe de cerca de 11 quilómetros de praia, onde os turistas podem usar fatos de banho, pelo que o centro da cidade deverá ser percorrido com roupa adequada.
Vários moradores expressaram o seu apoio à medida da autarquia. Esta iniciativa integra-se numa tendência crescente na Europa. Desde 2023, cidades como Málaga aplicam multas a quem circular seminu, com coimas que podem atingir os 750 euros, escreve o jornal local. Les Sables d’Olonne junta-se assim a outros municípios que procuram garantir o respeito pela vida urbana e a convivência entre visitantes e residentes.
Contexto em Portugal e Europa
Esta preocupação não é exclusiva da França. Em Portugal, Albufeira já adotou regras semelhantes para evitar que os turistas usem fatos de banho fora das praias, procurando preservar a imagem da cidade e impedir comportamentos considerados inadequados nos espaços públicos.
À medida que o turismo aumenta, as autarquias tentam equilibrar a promoção do setor com a proteção do ambiente urbano e o bem-estar das populações locais. Medidas como esta, já comuns em alguns pontos do litoral europeu, impõem limites claros.
Multas e a preservação do decoro
Com multas que podem atingir os 150 euros, quem pretender visitar o centro da cidade terá de o fazer vestido, ficando os fatos de banho reservados às praias. Segundo o Executive Digest, esta decisão visa proteger a imagem e o decoro do espaço público, permitindo que os visitantes desfrutem do mar e do sol nos locais apropriados.
Este fenómeno revela como as cidades turísticas europeias adaptam as suas regras para gerir o impacto social do turismo, impondo normas que combinam respeito, higiene e tradição, assegurando uma convivência equilibrada entre turistas e moradores. Conforme explicou Yannick Moreau, esta é uma forma de garantir que a relação entre visitantes e residentes não seja prejudicada.
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