Os 100 mil quilómetros são uma marca importante na vida de um automóvel, mas não existe uma revisão universal igual para todos os carros. Os intervalos de manutenção dependem da marca, modelo, motorização, idade e tipo de utilização. A Bosch Car Service Portugal recomenda seguir sempre o plano definido pelo fabricante e fazer verificações regulares para detetar desgaste antes de este resultar numa avaria mais cara.
Atenção à correia de distribuição
Um dos componentes mais importantes é a correia de distribuição, caso o automóvel utilize este sistema.
Segundo a Bosch, muitos fabricantes recomendam a substituição entre os 60 mil e os 100 mil quilómetros, embora o intervalo possa variar bastante.
A recomendação correta é sempre consultar o manual do veículo, porque uma falha da correia pode provocar danos graves no motor.
Suspensão e travões também merecem uma verificação
Perto dos 100 mil quilómetros, também faz sentido verificar o estado dos amortecedores, travões e pneus.
A Bosch refere que os amortecedores podem começar a necessitar de substituição entre os 70 mil e os 100 mil quilómetros, dependendo das condições de utilização. Ruídos, instabilidade, maior balanço da carroçaria ou desgaste irregular dos pneus são sinais de alerta.
No caso dos travões, não deve esperar pelos 100 mil quilómetros. Pastilhas e discos têm intervalos de desgaste diferentes e podem já ter sido substituídos anteriormente.
Não se esqueça dos fluidos e filtros
Óleo do motor, filtro de óleo, filtro de ar, líquido de refrigeração e fluido dos travões devem seguir os intervalos previstos pelo fabricante.
O ACP inclui estes elementos entre os principais pontos da manutenção preventiva e recomenda que o condutor acompanhe o histórico das revisões em vez de esperar que surja uma avaria.
Aos 100 mil quilómetros, vale por isso a pena confirmar o que já foi substituído e quais as próximas intervenções previstas.
Bateria depende mais da idade do que dos quilómetros
A bateria é outro elemento que deve ser testado, mas a sua vida útil está mais relacionada com a idade e utilização do automóvel do que com os quilómetros percorridos.
Segundo a Bosch, uma bateria automóvel dura normalmente menos de quatro anos. Dificuldades no arranque ou falhas elétricas podem indicar perda de capacidade.
O mais importante é consultar o histórico de manutenção
Chegar aos 100 mil quilómetros não significa que o automóvel esteja no fim da vida nem que tenha de trocar tudo de uma vez.
É, sim, uma boa altura para verificar a distribuição, suspensão, travões, pneus, bateria, filtros e fluidos, comparando sempre o estado real do veículo com o plano de manutenção recomendado pela marca.
Uma intervenção feita no momento certo pode evitar que uma peça desgastada provoque uma reparação muito mais cara.
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