A menos de duas semanas do início do ano letivo 2025/26, milhares de alunos podem começar as aulas sem todos os professores atribuídos. Muitas escolas ainda têm horários por preencher, o que coloca em risco a cobertura de disciplinas essenciais e aumenta a pressão sobre diretores e administrações escolares. A falta de docentes afeta sobretudo áreas como Português, Matemática e Informática, deixando várias turmas incompletas desde o primeiro dia.
Segundo o site especializado em finanças e economia, Executive Digest, existem nesta altura 1.742 horários por preencher na plataforma de contratação de escola. Cada docente leciona, em média, para 80 alunos, o que significa que muitas turmas podem iniciar o ano incompletas.
A disciplina mais carenciada continua a ser Português, com 220 horários ainda em aberto. Seguem-se Informática com 209, o Ensino do 1.º Ciclo com 162 horários por preencher, Matemática com 131 e Geografia com 108 horários em aberto.
Medidas do Ministério da Educação
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, tinha indicado recentemente que existiam cerca de 3 mil horários por preencher. Na primeira fase da Reserva de Recrutamento foram colocados 1.123 docentes, mas ainda não é suficiente para colmatar todas as lacunas.
Esta semana arranca uma nova fase da reserva de recrutamento, permitindo às escolas contratar mais professores. Paralelamente, o Ministério decidiu lançar um concurso externo extraordinário para recrutar docentes de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, repetindo a medida adotada no ano letivo anterior.
Das 1.800 vagas criadas, cerca de 1.100 destinam-se a escolas de Lisboa, 20 por cento à região de Setúbal e o restante ao Alentejo e ao Algarve, segundo a mesma fonte.
Impacto nas escolas e nos alunos
A falta de professores afeta sobretudo disciplinas essenciais, como Português e Matemática, mas também áreas emergentes como Informática.
Esta situação coloca desafios consideráveis aos diretores e administrações escolares, que precisam de assegurar a cobertura das aulas desde o primeiro dia. A mesma fonte alerta que o desfasamento entre horários disponíveis e docentes colocados continua a exigir uma resposta rápida da tutela.
Com muitas escolas ainda a organizar horários e listas de turmas, a pressão aumenta à medida que o arranque do ano letivo se aproxima.
Garantir que todos os alunos tenham aulas nas disciplinas essenciais continua a ser um desafio, especialmente nas grandes áreas metropolitanas, onde a procura por professores é maior.
Concursos extraordinários como solução
Segundo o Executive Digest, o concurso extraordinário e a reserva de recrutamento têm como objetivo reduzir o impacto da falta de docentes e permitir que o ano letivo arranque com o máximo de aulas asseguradas.
Apesar das medidas, os números mostram que ainda existem lacunas significativas a colmatar antes do primeiro dia de aulas.
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