A frequência com que se deve tomar banho voltou ao debate depois de o artista José Cid admitir que só o faz duas vezes por semana, levantando dúvidas sobre o que é, afinal, considerado adequado do ponto de vista da saúde e da higiene.
Numa entrevista à rádio Benfica FM, o músico respondeu de forma direta quando questionado sobre a sua rotina: “Só tomo banho duas vezes por semana. Eu sou um rapaz do campo”, afirmou.
Não existe uma regra única
A ideia de que existe uma frequência ideal igual para todos não corresponde à realidade. Segundo o site do Hospital da Luz, não há uma regra universal que se aplique a todas as pessoas, uma vez que os hábitos de higiene variam consoante múltiplos fatores. A mesma fonte explica que elementos, como o clima, a estação do ano, o nível de atividade física ou até a profissão influenciam diretamente a necessidade de tomar banho com maior ou menor regularidade.
Em ambientes mais quentes ou húmidos, a produção de suor aumenta, o que pode justificar uma maior frequência de duches. Conforme a mesma fonte, em contextos de maior atividade física ou exposição a substâncias como resíduos ou químicos, é comum que as pessoas tomem mais do que um banho por dia.
Já em situações de menor exigência física ou em climas mais amenos, a necessidade pode ser diferente. Em muitos casos, um duche diário é apenas um hábito cultural e não uma exigência médica.
O que acontece quando se exagera
Tomar banho com demasiada frequência também pode ter consequências. O site do Hospital da Luz refere que a água e os produtos de higiene removem não só sujidade e células mortas, mas também a oleosidade natural da pele.
Esse processo pode levar a sintomas como comichão, secura, descamação ou até gretas. “Se os banhos forem demasiado frequentes”, explica a mesma fonte, podem surgir desequilíbrios na barreira cutânea que favorecem infeções.
O cenário inverso também levanta questões. Segundo o site, uma frequência insuficiente pode originar problemas associados à higiene, como o mau odor corporal, e contribuir para o agravamento de certas condições dermatológicas.
Refere a mesma fonte que, em alguns casos, a falta de cuidados regulares pode mesmo facilitar o aparecimento de novos problemas de pele, sobretudo quando já existem fragilidades.
Cuidados simples fazem a diferença
Independentemente da frequência, há recomendações práticas a seguir. A mesma fonte aconselha a optar por duches curtos, com água morna, e a privilegiar produtos suaves, sem fragrâncias intensas ou propriedades agressivas. “Prefira sempre um duche a um banho de imersão” e limite o tempo a poucos minutos, escreve o site, sublinhando ainda a importância de evitar esfregar a pele em excesso e de garantir uma boa hidratação após o banho.
A resposta à questão levantada pela rotina de José Cid acaba por ser menos rígida do que se poderia esperar. O que se recomenda é uma adaptação às necessidades individuais, tendo em conta a condição da pele e o estilo de vida.
Manter a pele saudável e hidratada é o principal objetivo, sendo que a frequência do banho deve ser ajustada em função desse equilíbrio. Caso surjam sinais como sensação de pele repuxada ou comichão persistente, “deve procurar cuidados médicos”, conclui a mesma fonte.
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