O incêndio que deflagrou na Serra do Açor, no concelho de Arganil, obrigou à retirada preventiva de moradores e visitantes das aldeias de Chãs de Égua e Foz de Égua, dois destinos históricos em Piódão que preservam a arquitetura em xisto e um património natural de rara beleza. As chamas, impulsionadas pelo calor e pelo vento, levaram a Proteção Civil a agir rapidamente para evitar riscos maiores.
Evacuação preventiva para garantir segurança
De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o fogo começou na tarde de segunda-feira, espalhando-se com rapidez devido às elevadas temperaturas e à força do vento. As autoridades decidiram evacuar preventivamente as aldeias, protegendo assim residentes e turistas.
Segundo o Jornal de NotÃcias, o terreno acidentado e a densa vegetação dificultaram o combate à s chamas, obrigando à mobilização de bombeiros de vários distritos e à utilização de meios aéreos. A proximidade das aldeias a zonas florestais colocou-as na linha da frente do perigo.
Chãs de Égua, a aldeia que parece fundir-se com a montanha
Chãs de Égua, a cerca de três quilómetros de Piódão, mantém a autenticidade das aldeias serranas. As casas de xisto e lousa, dispostas em socalcos, parecem integrar-se na paisagem montanhosa. Este cenário, que encanta visitantes ao longo de todo o ano, torna-se vulnerável sempre que o risco de incêndio aumenta.
A relação próxima com a natureza é uma marca da aldeia, mas também representa um desafio: proteger este património sem o descaracterizar exige medidas preventivas eficazes.
Foz de Égua, o postal vivo da Serra do Açor
Foz de Égua é frequentemente descrita como uma das aldeias mais fotogénicas de Portugal. É aqui que se encontram as ribeiras de Piódão e de Chãs de Égua, formando um quadro de pontes de pedra, águas cristalinas e encostas verdejantes.
Segundo a RTP, a evacuação foi recebida com serenidade pela maioria dos presentes, conscientes da gravidade da situação. O objetivo foi garantir que nenhum habitante ou visitante fosse apanhado de surpresa pelo avanço das chamas.
Preservar para o futuro
Estas aldeias dependem fortemente do turismo e da valorização do seu património para manter a vitalidade económica. Um incêndio não ameaça apenas estruturas e paisagem: pode comprometer a atividade turÃstica durante meses.
A rápida intervenção dos meios de combate e a evacuação atempada permitiram evitar perdas humanas e danos significativos. O episódio, contudo, serve como alerta para a vulnerabilidade destas localidades e para a necessidade de estratégias de proteção adaptadas à realidade da Serra do Açor.
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