
A Portway lamentou o pré-aviso de greve do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), para 27, 28 e 29 de dezembro em Lisboa, Porto, Faro e Funchal, considerando não existirem fundamentos para a paralisação.
“(…) A Portway lamenta a realização desta ação de protesto, para a qual não existem fundamentos”, refere a empresa num comunicado enviado à agência Lusa, notando não compreender a posição do SINTAC e estranhar os motivos da greve, “totalmente desajustados da realidade da empresa”.
O SINTAC decidiu avançar com um pré-aviso de greve na empresa Portway de Handling de Portugal, SA, detida pelo grupo Vinci, porque a empresa, “através dos seus administradores pertencentes ao Grupo Vinci, respondeu com a denúncia do acordo de empresa em vigor e não cumpriu o devido descongelamento de carreiras no passado mês de novembro, conforme tinha assinado em 2016”.
Num comunicado enviado ontem de manhã, o sindicato refere que, “como se ainda não bastasse”, a empresa “começou a cortar abonos sociais e direitos adquiridos por todos os seus trabalhadores ao longo de 20 anos, não reconhecendo assim todo o esforço dos trabalhadores ao longo dos anos, e tudo isto com um único objetivo, o de não baixar os seus lucros a fim de poder encher ainda mais os cofres do Grupo Vinci”.
O sindicato sublinha ainda que, “durante três anos, os trabalhadores viram os seus aumentos e progressões de carreira congelados, a fim de melhorar a saúde financeira da empresa, e contribuíram imenso” para o seu crescimento.
A empresa afirma que “cumpre escrupulosamente a lei e toda a regulamentação aplicável, tanto ao nível da legislação laboral como em termos de acordos e protocolos aplicáveis à empresa”, pelo que “não reconhece fundamentos para esta paralisação”.
“A Portway procedeu em novembro à aplicação das tabelas remuneratórias convencionadas e à aplicação das restantes condições remuneratórias previstas no Acordo de Empresa em vigor, o que representou um aumento médio de cerca de 8% nas remunerações”, assinala.
Recorda que foi “desenvolvida a negociação de um novo acordo de empresa, que não foi possível assinar por indisponibilidade do SINTAC após fecho da negociação”, mas a Portway “declarou, desde logo, a disponibilidade para diálogo futuro”, que mantém “com todos os parceiros sociais”, apelando para o “retomar das negociações no sentido de evitar esta paralisação”.
“A Portway apela ao sentido de responsabilidade do SINTAC e alerta que o impacto desta paralisação pode ser considerável atendendo às datas em que se realiza e à abrangência nacional da mesma”, adverte, notando que “os impactos serão tanto para a Portway e para as companhias suas clientes, mas há também potencial impacto colateral em todas as companhias aéreas que operam nos aeroportos portugueses”.
“Dada a época em que a greve ocorre, poderão existir impactos consideráveis para as famílias que se deslocam na época natalícia”, alerta ainda a empresa de ‘handling’.
Já ao final do dia, o SINTAC admitiu desconvocar a greve na Portway se a empresa “assinar um documento” em que se compromete a “regularizar a progressão de carreiras”.
SR (MC/ALYN) // VR (Lusa)
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