Os professores responsáveis pela correção dos exames nacionais vão receber horas extraordinárias como forma de reconhecimento pelo trabalho adicional realizado. A decisão foi tomada pelo Ministério da Educação, mas o modelo de pagamento ainda está a ser definido.
O anúncio foi feito este sábado, 11 de julho, pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, durante uma conferência de imprensa realizada na sede do partido, em Lisboa.
Segundo o dirigente social-democrata, citado pelo Notícias ao Minuto, a medida pretende compensar os docentes que continuam a corrigir provas durante o fim de semana.
Pagamento ainda está a ser definido
Sebastião Bugalho adiantou que a decisão foi tomada pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre.
O formato concreto do pagamento das horas extraordinárias ainda não foi divulgado e deverá ser apresentado posteriormente pelo próprio governante.
“Em jeito de reconhecimento do esforço de todos os professores que estão neste momento, numa manhã de sábado, a corrigir as provas dos exames nacionais, foi decidido pelo senhor ministro da Educação que o Governo vai pagar horas extraordinárias”, afirmou.
Governo fala em esforço extraordinário
O porta-voz do PSD justificou a medida com o trabalho adicional que está a ser exigido aos professores envolvidos na correção das provas.
A compensação abrangerá todos os docentes que estejam a desempenhar estas funções, embora ainda não sejam conhecidos os valores, os critérios ou a forma como o pagamento será processado.
Também não foi indicada uma data para a transferência das quantias aos professores.
Correção dos exames tem gerado polémica
O processo de correção dos exames nacionais tem sido marcado por várias críticas e denúncias de dificuldades no funcionamento do sistema informático.
Os problemas terão condicionado o trabalho dos professores e provocado atrasos na conclusão das correções.
Perante as falhas registadas, o Governo decidiu alterar o calendário inicialmente previsto.
Datas das notas foram adiadas
As dificuldades levaram ao adiamento da afixação das classificações e também a mudanças nas datas da segunda fase dos exames nacionais.
O Ministério da Educação deverá agora esclarecer como será contabilizado o tempo extraordinário realizado pelos docentes.
Falta ainda saber quanto vai receber cada professor e quando será efetuado o pagamento.
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