Com o arranque da estação, as plantas entram em fase de maior atividade reprodutiva, libertando pólen para a atmosfera. Este processo é essencial para a formação de sementes e frutos, mas pode provocar sintomas incómodos em pessoas sensíveis, sobretudo quando as concentrações no ar se tornam mais elevadas.
De acordo com o Meteored, com base em dados do programa europeu CAMS, prevê-se uma oscilação dos níveis de pólen entre baixo e muito alto ao longo dos próximos dias, com maior incidência nas regiões a norte do rio Vouga.
Norte e Centro-norte sob maior pressão
Segundo a mesma fonte, as zonas mais expostas incluem o Alto Minho, Cávado e Ave, nos distritos de Viana do Castelo e Braga, bem como o interior Norte, com destaque para o Alto Tâmega e Barroso, Tâmega e Sousa e Douro.
Também as Terras de Trás-os-Montes, no distrito de Bragança, deverão registar concentrações significativas, sobretudo durante os períodos mais críticos do dia. Já a sul do rio Vouga, a tendência aponta para níveis geralmente baixos ou pontualmente reduzidos. Explica o site que esta distribuição está diretamente relacionada com as condições atmosféricas previstas, que favorecem a acumulação e circulação de pólen em determinadas áreas do território.
Condições meteorológicas favorecem dispersão
Na origem deste cenário está um anticiclone posicionado a oeste-noroeste da Península Ibérica, responsável por tempo seco, céu pouco nublado e temperaturas amenas durante o dia. De acordo com a publicação, esta configuração sinóptica, aliada a ventos de nordeste, cria condições ideais para a libertação e transporte de pólenes, aumentando a sua concentração no ar.
Estas condições deverão manter-se ao longo dos próximos dias, prolongando o período de maior exposição, sobretudo nas regiões mais afetadas.
Horas com maior concentração exigem atenção
Os períodos mais críticos estão concentrados entre o final da manhã e o início da noite. Em particular, entre as 10:00 e as 20:00 ou 22:00, os níveis de pólen tendem a aumentar, atingindo o pico durante a tarde.
De acordo com a mesma fonte, na sexta-feira o fenómeno poderá estender-se a zonas mais a sul, incluindo a Área Metropolitana do Porto, a região de Aveiro e alguns pontos do norte da região de Coimbra. Esta deslocação resulta da circulação atmosférica, que permite o transporte de partículas ao longo do território, ainda que com menor intensidade fora das áreas inicialmente mais afetadas.
Tipos de pólen também em destaque
Além da quantidade total, também os tipos de pólen em circulação merecem atenção. Os níveis de bétula e amieiro deverão estar particularmente elevados em distritos como Vila Real, Braga e Viana do Castelo.
Explica a publicação que estas concentrações serão mais evidentes em zonas montanhosas, como a Peneda-Gerês, onde a presença destas espécies é mais significativa. Ainda que com menor intensidade, também o litoral alentejano poderá registar níveis relevantes de pólen de amieiro, especialmente na quinta-feira, abrangendo partes dos distritos de Setúbal e Beja.
Impacto pode agravar sintomas alérgicos
Para pessoas com alergias, este aumento de pólen pode traduzir-se em sintomas como rinite, conjuntivite ou crises asmáticas. A exposição prolongada a níveis elevados tende a agravar o desconforto, sobretudo durante os períodos de maior concentração.
Segundo o Meteored, evitar atividades ao ar livre nas horas mais críticas e manter janelas fechadas nesses períodos pode ajudar a reduzir a exposição. A mesma fonte recomenda ainda acompanhar as previsões atualizadas, uma vez que pequenas alterações nas condições meteorológicas podem influenciar significativamente a dispersão dos pólenes.
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