Independentemente do saldo existente na conta, todos os clientes bancários estão sujeitos a um limite nas transferências feitas através do Multibanco. Esta regra pretende garantir maior segurança em todas as operações. No entanto, cada banco pode definir um valor máximo inferior ao estipulado pela SIBS. “O montante final que pode transferir depende do limite imposto pela sua entidade bancária”, refere o Banco de Portugal.
Limite máximo para transferências por Multibanco em Portugal
O montante máximo permitido por operação nas caixas automáticas é de 100 mil euros. Este teto é estabelecido pela SIBS, entidade que gere a rede Multibanco em Portugal, estando alinhado com as normas europeias em vigor.
Muitos bancos optam por definir limites mais baixos, como medida adicional de segurança, refere o Ekonomista. Em situações de furto do cartão ou coação para realizar transferências, os prejuízos podem ser reduzidos. O mesmo acontece em casos de fraude ou erro humano.
Proteção para cliente e instituição
A função principal desta limitação é proteger tanto o titular da conta como o próprio banco. Por isso, é essencial saber qual o limite aplicado pela instituição bancária onde tem conta aberta.
Descubra como saber o limite do seu banco
O modo mais simples de confirmar este limite é consultando o contrato de abertura de conta. Se já não tiver esse documento, poderá obter a informação junto do balcão ou através do apoio ao cliente. É importante recordar que estes limites podem sofrer alterações ao longo do tempo.
Na prática, os valores variam entre bancos. A Caixa Geral de Depósitos, por exemplo, estabelece um limite de 2.500 euros por transferência em Multibanco. Já o Millennium BCP permite operações até 50 mil euros, enquanto o Novo Banco, o BPI e o Santander autorizam até 100 mil euros, de acordo com a mesma fonte.
Alternativas para transferir valores superiores
Se necessitar de transferir um montante acima do limite do seu banco, existem formas de contornar essa restrição. Uma possibilidade é dividir o valor em várias transferências, respeitando o máximo permitido em cada operação.
Outra solução passa pelo uso do homebanking, onde os limites podem ser superiores aos aplicados nas caixas automáticas, indica a mesma fonte. Também é possível realizar a transferência presencialmente ao balcão, onde o montante autorizado costuma ser mais elevado.
Custos adicionais a considerar
No entanto, estas opções podem implicar comissões adicionais. Tanto as operações feitas online como aquelas realizadas no balcão estão sujeitas a taxas, que podem variar consoante o valor a transferir. Os preçários atualizados estão disponíveis para consulta no Portal do Cliente Bancário.
Apesar dos limites impostos, o Multibanco continua a ser uma das formas mais práticas de realizar transferências entre contas bancárias. “São operações simples e sem custos, ao contrário de algumas plataformas digitais”, esclarece a SIBS. A isenção de comissões está prevista no Decreto-Lei n.º 3/2010, de 5 de janeiro.
Canal de fácil acesso
Portugal conta com uma das maiores redes de caixas Multibanco por habitante na Europa, tornando este serviço bastante acessível. Mesmo sem internet ou aplicações móveis, é possível realizar estas operações de forma rápida e segura.
Obrigação de comunicação às Finanças
Por último, lembra o Ekonomista que os bancos têm de comunicar às Finanças todas as transferências de valor elevado. A Autoridade Tributária fica a par do remetente, do destinatário e do montante transferido.
A título de curiosidade, fique a saber que o Multibanco em Portugal foi o primeiro da Europa a permitir levantamentos em contas estrangeiras, desde 1986, antes mesmo de muitos países europeus adotarem esta tecnologia. A rede Multibanco portuguesa é tão avançada que permite pagar impostos diretamente nas caixas, algo que em muitos países só é possível através de homebanking ou balcão.
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