A eleição da melhor cidade do mundo para se viver revela novidades para 2025. Este ranking internacional tem em conta fatores como saúde, educação, estabilidade, infraestruturas e ambiente. Apesar de algumas cidades manterem lugares de destaque, outras sofreram descidas inesperadas devido a pressões sociais e políticas.
Copenhaga lidera a tabela
A capital da Dinamarca foi considerada a melhor cidade do mundo para se viver em 2025, segundo o índice global publicado pela unidade de inteligência da revista The Economist (EIU).
Foram avaliadas 173 cidades em cinco áreas principais: estabilidade, saúde, cultura e ambiente, educação e infraestruturas. Copenhaga recebeu pontuações máximas nos critérios de estabilidade, educação e infraestruturas, o que lhe garantiu o primeiro lugar.
Segundo a Embaixada de Portugal na Dinamarca, residem atualmente 7.641 cidadãos portugueses neste país, sendo que uma boa parte estará situada na capital. De acordo com os dados da Euronews, em 2023 o salário médio na Dinamarca foi 3 vezes superior ao registado em Portugal.
Mudanças significativas no top 10
Viena, que liderava o ranking nos três anos anteriores, caiu para segundo lugar, partilhando a posição com Zurique, na Suíça. Melbourne, na Austrália, manteve o quarto lugar, seguida de Genebra, também na Suíça, em quinto.
Sydney subiu do sétimo lugar para o sexto, enquanto Osaka, no Japão, e Auckland, na Nova Zelândia, ficaram empatadas na sétima posição. Adelaide, outra cidade australiana, ficou em nono lugar, tornando-se a terceira cidade da Austrália no top 10. Vancouver, no Canadá, encerra a lista das dez melhores cidades do mundo para se viver.
Estas mudanças mostram um equilíbrio geográfico entre Europa, Oceânia e América do Norte nas primeiras posições, conforme indica a CNN.
Quedas devido à estabilidade
Viena perdeu a liderança devido a uma queda na pontuação referente à estabilidade, motivada por incidentes recentes, como uma ameaça de bomba num concerto de Taylor Swift no verão passado, que levou ao cancelamento do evento.
“A estabilidade global manteve-se inalterada no último ano, mas, tal como em 2024, os índices de estabilidade diminuíram a nível mundial”, explicou Barsali Bhattacharyya, diretora adjunta da EIU, citada pela última fonte mencionada.
Outras cidades também viram a sua classificação descer. Calgary, que estava em quinto lugar em 2024, caiu para a 18.ª posição devido a uma classificação mais baixa no critério de saúde.
Sistema de saúde canadiano sob pressão
Várias cidades canadianas foram afetadas pela pressão exercida sobre o sistema nacional de saúde. Toronto, por exemplo, passou do 12.º para o 16.º lugar.
Segundo Bhattacharyya, citada pela mesma fonte, “isto reflete listas de espera prolongadas para consultas médicas e escassez de pessoal em unidades de saúde”. Apesar disso, foi referido que estas cidades continuam entre as melhores do mundo para se viver.
Cidades do Reino Unido também descem
Londres, Manchester e Edimburgo viram também as suas posições piorar, devido a uma queda na estabilidade. De acordo com a mesma fonte, em 2024, o Reino Unido enfrentou protestos e distúrbios na sequência de uma campanha de desinformação anti-imigração que inflamou os ânimos após um ataque com arma branca em Southport. Londres caiu do 45.º para o 54.º lugar, Manchester passou de 43.º para 52.º e Edimburgo de 59.º para 64.º.
Regiões em conflito e melhorias no Golfo
A estabilidade também diminuiu em partes da Europa Ocidental, Ásia e região MENA (Médio Oriente e Norte de África), nomeadamente devido a ameaças de conflito militar envolvendo cidades da Índia e de Taiwan, conforme indica a CNN.
Por outro lado, Al Khobar, na Arábia Saudita, subiu 13 lugares, passando da 148.ª para a 135.ª posição, graças a investimentos significativos em saúde e educação, no âmbito do plano Visão 2030. Jacarta, na Indonésia, também melhorou a sua classificação, subindo 10 lugares, de 142.º para 132.º, com melhorias na estabilidade.
Cidades que se mantêm no fundo da tabela
Poucas alterações ocorreram entre as cidades pior classificadas. Damasco, na Síria, permanece no último lugar, seis meses após a queda do ex-presidente Bashar al-Assad. Tripoli, na Líbia, ocupa a penúltima posição. Dhaka, no Bangladesh, surge em antepenúltimo lugar, seguida por Karachi, no Paquistão, e Argel, na Argélia.
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