Com a chegada da primavera, aumentam não só as temperaturas como também os níveis de pólen e partículas no ar, o que pode tornar esta altura particularmente exigente para quem sofre de alergias, embora haja um detalhe muitas vezes ignorado no dia a dia que pode agravar ainda mais os sintomas sem que o condutor se aperceba.
De acordo com o Executive Digest, a presença recente de poeiras provenientes do Norte de África está a contribuir para a deterioração da qualidade do ar em Portugal continental, aumentando a concentração de partículas inaláveis e elevando o risco para grupos mais vulneráveis.
Segundo a mesma fonte, este cenário exige cuidados redobrados, não apenas no exterior, mas também dentro dos espaços fechados, incluindo o interior dos automóveis.
O detalhe no carro que pode fazer diferença
É neste contexto que o filtro de habitáculo, também conhecido como filtro de pólen, assume um papel central, já que é responsável por filtrar o ar que entra no interior do veículo e por reduzir a presença de partículas como pólenes, poeiras, ácaros e outros agentes poluentes.
Apesar disso, muitos condutores ignoram a sua manutenção, continuando a utilizá-lo mesmo quando já perdeu eficácia, o que pode comprometer a qualidade do ar no interior do carro e agravar sintomas respiratórios. Assim, e embora não seja visível no dia a dia, este componente tem impacto direto no conforto e na saúde de quem utiliza o veículo.
Sinais que não devem ser ignorados
Existem alguns indícios que podem indicar que o filtro precisa de ser substituído, como vidros que embaciam com frequência, odores desagradáveis no interior do veículo ou uma menor eficácia do sistema de ar condicionado.
Além disso, e embora muitas vezes desvalorizados, estes sinais tendem a surgir de forma gradual, o que faz com que o problema passe despercebido durante algum tempo.
A recomendação geral aponta para a substituição a cada 15 mil quilómetros, especialmente antes da primavera ou em contextos de condução urbana, onde a exposição a poluentes é mais elevada.
Nem todos os filtros são iguais
No mercado existem diferentes tipos de filtros, sendo o mais comum o filtro simples, que retém pólen e poeiras, embora exista também o filtro de carvão ativo, que apresenta um desempenho superior ao conseguir captar gases poluentes e odores.
Esta diferença torna-se particularmente relevante em zonas com tráfego intenso, onde a qualidade do ar é mais afetada por emissões e partículas em suspensão.
Assim, a escolha do filtro pode influenciar diretamente a eficácia do sistema de ventilação e o nível de proteção no interior do veículo.
Pequenos cuidados podem ter impacto
Para além da substituição do filtro, há outros cuidados que podem ajudar a melhorar a qualidade do ar dentro do carro, como evitar circular com os vidros abertos em ambientes com elevada concentração de pólen ou poeiras.
Além disso, a limpeza regular do exterior do veículo também pode contribuir, já que a acumulação de partículas pode acabar por entrar no habitáculo.
No final, e embora muitas vezes passe despercebido, este componente pode fazer uma diferença significativa na exposição a alergénios, sobretudo numa altura do ano em que os níveis de partículas estão mais elevados, de acordo com o Executive Digest.
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