
O descarrilamento de um comboio Alfa Pendular, no concelho de Soure, distrito de Coimbra, fez hoje dois mortos e sete feridos graves, disse à agência Lusa o comandante distrital da Proteção Civil, Carlos Tavares. O alerta foi dado às 15:30 no CDOS de Coimbra
Segundo avança a TVI24 as vítimas mortais serão os trabalhadores da manutenção da ferrovia.
O responsável adiantou que todos os feridos já foram retirados da composição e transportados para o Hospital de Coimbra.
O comboio seguia no sentido sul-norte e o descarrilamento ocorreu após o embate entre o Alfa Pendular e uma máquina de trabalho, tendo o alerta sido dado às 15:30, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
No local, a prestar socorro estão mais de 175 operacionais, apoiados por mais de 65 veículos.
Os feridos estão a ser assistidos no local e os mais graves transportados para o Hospital de Coimbra.
Especialista diz que o que se passou foi “criminosamente grave”
O especialista em Transportes e Vias de Comunicação Luís Cabral da Silva considerou hoje que o acidente com o comboio Alfa Pendular, em Soure, que vitimou duas pessoas, foi “criminosamente grave” e “inexplicável.
“Não se percebe como é que um comboio Alfa Pendular vá bater numa dresina (máquina) que está a fazer a manutenção da linha onde o comboio vai passar. Isto é um exemplo da irresponsabilidade completa”, afirmou o especialista à agência Lusa.
O descarrilamento de um comboio Alfa Pendular, na linha do Norte, após colidir com uma máquina de trabalhos da Infraestruturas de Portugal (empresa criada em 2015, da fusão entre a Rede Ferroviária Nacional – Refer e a Estradas de Portugal), provocou hoje dois mortos, seis feridos graves e 19 feridos ligeiros, segundo o último balanço feito pelo comandante distrital de operações de Coimbra, Carlos Luís Tavares.
No entender de Luís Cabral da Silva existem “várias questões técnicas que falharam e que motivaram este acidente.
“Em rigor, o comboio não deveria lá chegar por causa do controle de velocidade. Pelos vistos chegou e bateu. Não se programa a viagem de um comboio pendular por uma linha que tem lá trabalhos de manutenção. Isto não entra na cabeça de ninguém”, criticou.
O especialista questionou ainda o facto de o sinal da linha não estar fechado e de não ter existido “qualquer comunicação” sobre a presença da máquina no local.
“Quem é que a mandou para lá? Acho que isto não se deve fazer durante o dia. Tudo isto aponta para uma grande incompetência criminosa da Infraestruturas de Portugal”, sublinhou.
O Alfa Pendular, que transportava 212 passageiros, seguia no sentido Sul-Norte, tendo saído de Santa Apolónia, em Lisboa, às 14:00, e tinha como destino final Braga.
O acidente ocorreu, pelas 15:30, perto da vila de Soure, mais concretamente junto à localidade de Matas, na região Centro.
















