Depois dos grandes incêndios registados nos últimos dias, o comandante Luís Martins defende um agravamento das consequências para quem provoca fogos florestais. Em declarações à CNN Portugal, o responsável considerou que o país precisa de uma lei mais dura para punir este tipo de comportamentos, sublinhando que os incêndios têm impacto direto nas populações, no território e no trabalho das forças de socorro.
A posição surge numa altura em que a descida das temperaturas trouxe algum alívio, mas não afastou o risco. O comandante alerta que o perigo ainda não passou e que a vigilância continua a ser essencial, sobretudo em zonas mais expostas ao calor, ao vento e à acumulação de vegetação seca.
Comandante defende punição mais pesada
“Temos de ter uma lei que puna severamente” quem provoca incêndios, afirmou Luís Martins à CNN Portugal. Para o comandante, a resposta do Estado deve ser mais firme perante comportamentos que podem colocar vidas em risco e destruir áreas significativas de floresta, mato e propriedades.
A mensagem deixada pelo responsável passa também pela necessidade de distinguir o alívio meteorológico de uma verdadeira redução do risco. A descida das temperaturas pode facilitar o trabalho operacional e diminuir a intensidade potencial dos fogos, mas não elimina as condições que favorecem ignições, sobretudo em períodos de seca ou em locais onde a vegetação permanece muito combustível.
Perigo não desaparece com a descida das temperaturas
Apesar de os valores de temperatura terem baixado em várias regiões, Luís Martins sublinha que o país continua a precisar de atenção redobrada. A prevenção, a vigilância e a rapidez na deteção de focos de incêndio continuam a ser fatores decisivos para evitar que pequenas ocorrências evoluam para fogos de grande dimensão.
O comandante recorda que a proteção da floresta e das populações não depende apenas dos meios de combate. A atuação antes do incêndio, através da limpeza, da fiscalização e da sensibilização, é igualmente determinante para reduzir o risco e limitar os danos quando surgem condições meteorológicas mais adversas.
Prevenção continua a ser prioridade
A análise feita à CNN Portugal aponta para a necessidade de manter dispositivos atentos no terreno, mesmo depois de uma fase de calor mais intenso. Para Luís Martins, o combate aos incêndios deve passar por uma combinação entre punição, prevenção e vigilância, evitando que o país volte a enfrentar situações de maior gravidade.
Num período em que várias zonas do país continuam vulneráveis, o apelo é para que a população mantenha comportamentos prudentes e para que as autoridades reforcem a fiscalização. A descida das temperaturas pode ajudar, mas, segundo o comandante, não deve levar a uma falsa sensação de segurança.














