A Câmara Municipal de Almada declarou situação de alerta no concelho devido ao nível crítico das reservas de água. Os reservatórios estão apenas a 10% da sua capacidade, quando deveriam encontrar-se perto dos 60% para garantir o funcionamento seguro da rede de abastecimento.
De acordo com o Jornal de Notícias, a decisão foi comunicada pela presidente da autarquia, Inês de Medeiros, na noite de quarta-feira. Perante o risco para a estabilidade do sistema, foram anunciadas várias proibições à população, incluindo a rega de jardins, a lavagem de automóveis, o enchimento de piscinas e todos os usos recreativos de água. As prioridades passam agora por assegurar o abastecimento a equipamentos essenciais, como lares e hospitais, enquanto algumas zonas poderão registar cortes durante a noite.
Reservatórios deviam estar a 60%
“A realidade é simples e difícil”, escreveu Inês de Medeiros, ao explicar a decisão de declarar a situação de alerta no concelho. A presidente da Câmara Municipal de Almada justificou a medida com o “risco sério para a estabilidade de todo o sistema de abastecimento”, numa altura em que o consumo de água aumentou de forma excecional.
Segundo a autarca, apesar dos esforços realizados, as reservas disponíveis não conseguem responder ao ritmo de consumo atual. “Estamos a consumir muito mais água do que aquela que o sistema consegue repor”, afirmou Inês de Medeiros, sublinhando que os reservatórios estão nos 10%, quando deveriam estar nos 60% para garantir maior segurança no abastecimento.
Face a este cenário, a autarquia avançou com restrições ao consumo não essencial. Ficam proibidas práticas como regar jardins, lavar carros, encher piscinas e realizar atividades recreativas que impliquem o uso de água da rede. A Câmara apela ainda à população para reduzir o consumo ao mínimo indispensável, de forma a aliviar a pressão sobre o sistema.
A situação será acompanhada pelas autoridades municipais, que poderão ajustar as medidas consoante a evolução das reservas e da capacidade de reposição da rede. Para já, a prioridade é manter o abastecimento aos serviços considerados essenciais e evitar que a quebra nos níveis de água comprometa o funcionamento geral do sistema no concelho.
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