A semana de trabalho foi encurtada com efeitos imediatos, com impacto direto em serviços públicos, escolas e universidades, numa decisão que altera de forma significativa a rotina semanal. No Sri Lanka, o Governo decidiu transformar todas as quartas-feiras em feriado como resposta direta a uma crise energética que continua a agravar-se.
De acordo com o site da rádio TSF, a medida aplica-se às instituições públicas e ao sistema de ensino, abrangendo escolas e universidades, e foi acompanhada por um apelo ao setor privado para que adote uma solução semelhante, ainda que sem imposição legal.
Mudança sem prazo para terminar
Segundo a mesma fonte, a decisão entrou em vigor de imediato e não tem, para já, uma data definida para terminar, o que demonstra a dimensão da preocupação das autoridades com a evolução da situação energética no país.
O objetivo central passa por reduzir o consumo de combustível de forma consistente ao longo do tempo, numa tentativa de gerir os recursos disponíveis e evitar um cenário de escassez mais grave nas próximas semanas.
Escreve a estação radiofónica que o Sri Lanka depende totalmente da importação de petróleo, sendo igualmente necessário recorrer ao carvão para garantir a produção de eletricidade, o que aumenta a vulnerabilidade a crises internacionais. Neste contexto, o Governo avançou com medidas de racionamento, limitando a quantidade de combustível disponível para cada condutor, numa tentativa de prolongar a autonomia das reservas existentes no país.
Limites e alertas das autoridades
Os limites impostos ao abastecimento semanal procuram assegurar um mínimo de equilíbrio entre consumo e disponibilidade, sendo atribuídas quotas mais elevadas aos transportes públicos para garantir o seu funcionamento.
As autoridades admitem que as reservas atuais poderão ser suficientes apenas por algumas semanas, deixando o alerta de que qualquer falha no fornecimento externo poderá ter consequências imediatas no quotidiano da população.
Escolha de quarta-feira não foi ao acaso
Refere a mesma fonte que a escolha da quarta-feira teve em conta a necessidade de evitar um encerramento prolongado dos serviços públicos durante três dias consecutivos, o que poderia agravar o impacto da medida. Além da redução da atividade semanal, o Governo decidiu suspender cerimónias públicas e incentivar o teletrabalho sempre que possível, procurando assim reduzir deslocações e consumo de combustível.
De acordo com a TSF, serviços considerados essenciais, como hospitais, portos e estruturas de emergência, continuam a operar normalmente, garantindo a resposta às necessidades básicas da população. A decisão foi tomada após uma reunião de emergência e surge num contexto de incerteza internacional, com receios de que tensões no Médio Oriente possam afetar ainda mais o fornecimento de energia ao país.
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