Silves recebe, entre 25 e 27 de setembro, a primeira edição do NOVAE — Festival Internacional de Moda, Arte e Natureza, uma iniciativa dedicada à moda circular, às artes, à música, à performance e à relação entre criatividade e natureza.
O festival realiza-se no JALI – Galeria de Arte, parceiro da iniciativa, e é organizado por Cristina Guerreiro, Carmen Garrido e Marta Vinhas, com a intenção de criar no Algarve uma plataforma de encontro entre criadores, artistas, projetos, instituições e público.
Ao longo de três dias, o programa vai cruzar apresentações de moda, concertos, performances e talks, numa abordagem multidisciplinar centrada na sustentabilidade, na criatividade e em novas formas de pensar o consumo, a produção e a relação entre arte e natureza.
O NOVAE resulta de um encontro realizado em 2025 no JALI, no qual participaram Konceito.r, Sensihemp e Libelinha. As três marcas regressam este ano a Silves, apresentando diferentes perspetivas sobre moda consciente, reutilização de materiais, criação autoral e valorização do trabalho artesanal.
A dimensão internacional será assegurada pela Afrowema, marca convidada que levará ao festival outras referências culturais e diferentes abordagens à moda, à identidade e à criação responsável.
Jazz e performance marcam abertura do festival
O primeiro dia, 25 de setembro, contará com a atuação dos TRIMURTI, trio de jazz constituído por Leon Baldesberger, no trompete, Luís Henrique, no contrabaixo, e Maximiliano Llanos, na bateria.
A formação vai apresentar uma proposta assente no jazz, na improvisação e em sonoridades contemporâneas, explorando a interação entre os três músicos.
A abertura contará igualmente com uma performance de Carina Del Monte, numa proposta associada à transformação, irreverência, glamour e liberdade criativa, reforçando a aposta do festival no cruzamento entre diferentes linguagens artísticas e na exploração do corpo, da roupa e da identidade enquanto formas de expressão.
Nos dias seguintes, o programa continuará a reunir moda, arte, música e momentos de conversa, estando previstas talks sobre sustentabilidade, criatividade, bem-estar e novas formas de pensar o futuro. Os temas, participantes e horários serão divulgados posteriormente pela organização.
Cristina Guerreiro, da organização do NOVAE, explica a ambição do projeto: “O NOVAE nasce no Algarve, mas com vontade de criar ligações para além da região. Queremos aproximar pessoas, projetos, culturas e diferentes formas de expressão artística. Queremos também mostrar que o Algarve pode ter um lugar relevante no diálogo nacional e internacional sobre moda circular, arte e sustentabilidade.”
Festival quer afirmar Algarve no mapa da moda circular
A escolha de Silves como ponto de partida procura, segundo a organização, contribuir para uma leitura mais abrangente do Algarve, valorizando a região não apenas enquanto destino turístico, mas também como território de cultura, criatividade, inovação e produção artística.
O festival pretende dar visibilidade ao património, natureza, diversidade cultural, artesanato e talento criativo existentes na região, criando simultaneamente oportunidades de encontro entre projetos algarvios, nacionais e internacionais.
A organização encara esta primeira edição como o início de uma plataforma que pretende crescer nos próximos anos e manter-se aberta à colaboração.
“Mais do que criar um evento pontual, queremos construir uma plataforma com identidade própria, capaz de gerar encontros, abrir oportunidades e dar visibilidade a quem trabalha a moda e a arte de forma consciente. O NOVAE começa em Silves, mas nasce com vontade de crescer.”
Sob o lema “Criar. Conectar. Transformar.”, o NOVAE propõe três dias dedicados ao encontro, à experimentação e à reflexão sobre o contributo da moda e das artes para um futuro mais consciente.
Princípios partilhados com o Novo Bauhaus Europeu
Os princípios do NOVAE estão alinhados com os valores do Novo Bauhaus Europeu, que promove projetos sustentáveis, inclusivos e ligados à cultura, à criatividade e aos territórios.
O festival contribui, assim, para manter ativa a comunidade Al-Bauhaus no Algarve, dando continuidade aos seus princípios através das iniciativas desenvolvidas pelos diferentes parceiros da região.
Esta ligação reforça a vontade comum de promover a colaboração entre moda, arte, sustentabilidade e património, valorizando o Algarve como território de experimentação, encontro e criação contemporânea.
O programa completo, horários, novas participações e informações sobre bilhetes serão anunciados progressivamente através dos canais oficiais do festival.





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