Com o final do verão e o regresso às rotinas, muitas famílias enfrentam um aumento das despesas, seja pela fatura da energia ou pelo arranque do ano letivo. Neste contexto, um estudo que avaliou o custo de vida em várias cidades europeias veio mostrar onde os salários permitem maior margem financeira.
O levantamento foi feito pela Tradingpedia, um site especializado em economia e finanças, que cruzou o valor do rendimento médio mensal em 37 cidades europeias com os gastos básicos de cada uma. Para o cálculo, foram considerados custos de habitação, alimentação, transportes, cuidados pessoais e lazer.
Luxemburgo e Berna à frente
Os resultados mostram que Luxemburgo e Berna são as capitais onde os salários mais compensam face às despesas essenciais.
No Luxemburgo, os encargos mensais rondam os 2.238 euros, o que representa apenas 40,03% do salário médio local, fixado nos 5.590 euros.
Já em Berna, a percentagem é semelhante, 40,57%, embora os custos sejam mais elevados, chegando aos 2.541 euros por mês. A diferença é absorvida pelo facto de a capital suíça registar o maior rendimento médio da Europa, de 6.262 euros mensais.
Bruxelas ocupa o terceiro lugar, com os gastos básicos a corresponderem a 49,68% do salário médio, equivalente a 1.377 euros.
Seguem-se Helsínquia e Copenhaga, onde os custos representam pouco mais de metade dos rendimentos. Viena, Oslo, Berlim, Sófia e Estocolmo completam o top 10 das capitais mais equilibradas.
O outro lado da tabela
Segundo a mesma fonte, no extremo oposto encontram-se Varsóvia e Tirana. Nestes casos, os custos mensais ultrapassam em mais de 20% os rendimentos médios, criando um cenário de forte pressão financeira para a maioria dos residentes.
A discrepância entre rendimentos e despesas mostra-se mais acentuada em países do leste europeu e dos Balcãs, onde os salários continuam a não acompanhar a escalada do custo de vida.
E Portugal?
Apesar da análise ter incluído Lisboa, a capital portuguesa não surge entre as dez cidades onde o salário rende mais.
O estudo coloca assim Portugal fora da lista das capitais consideradas mais acessíveis para viver na Europa, reforçando a perceção de que o ordenado médio nacional continua distante dos custos que as famílias enfrentam no dia a dia.
De acordo com a Tradingpedia, as conclusões visam dar uma visão comparativa da relação entre salários e despesas no espaço europeu, evidenciando como a geografia ainda dita grandes diferenças na qualidade de vida de quem vive nas capitais.
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