O fim das moedas de 1 e 2 cêntimos pode estar mais próximo do que pensamos. Vários países da União Europeia já reduziram ou planeiam reduzir a circulação destas moedas. De acordo com o site oficial do banco central da Estónia, desde de 1 de janeiro de 2025 os pagamentos em numerário naquele país passaram a ser arredondados ao múltiplo de cinco cêntimos, deixando de usar ativamente os cêntimos de 1 e 2.
Como a Europa está a mudar
Estas moedas pequenas foram criadas para garantir preços precisos quando o euro entrou em circulação, mas ao longo do tempo tornaram-se pouco usadas.
Segundo o site especializado em negócios e finanças, Ekonomista, muitos comerciantes evitam recebê-las e os cidadãos acumulam-nas em casa. Além disso, o custo de produção e distribuição ultrapassa frequentemente o valor da própria moeda.
Alguns países já aplicam soluções concretas. A Estónia passou a arredondar os pagamentos em numerário e deixou de colocar novas moedas de 1 e 2 cêntimos em circulação.
A Lituânia estabeleceu um caminho semelhante, desde de maio de 2025. Uma sondagem Eurobarómetro mostra que mais de seis em cada dez europeus apoia a abolição destas moedas ou o arredondamento obrigatório dos pagamentos.
Nos Estados Unidos, a moeda de 1 cent, conhecida como penny, também deixou de ser produzida. Cada penny custava em 2024 mais do que o seu valor nominal, cerca de 3,7 cêntimos. O Departamento do Tesouro anunciou que a última encomenda de blanks foi feita este ano, e será a última, embora os pennies existentes continuem a circular como moeda legal.
E Portugal?
Em Portugal, ainda não há decisão vinculativa para eliminar as moedas de 1 e 2 cêntimos. Retirar uma denominação do euro exigiria um consenso europeu. Se a medida avançar, os pagamentos em dinheiro passarão a ser arredondados automaticamente para cima ou para baixo, tornando estas moedas cada vez mais raras.
Para os consumidores, isto significa menos trocos em moedas pequenas, e para os operadores menos custos com manuseio e distribuição. Quem usa cartões ou pagamentos digitais praticamente não sentirá diferença, mas quem lida diariamente com numerário terá de se adaptar.
O argumento económico é claro. Produzir, transportar e distribuir estas moedas envolve custos que a sociedade começa a considerar desnecessários. Na Estónia, o banco central indicou que as moedas de 1 e 2 cêntimos circulavam muito pouco e quase nunca voltavam ao banco, justificando a adoção do arredondamento.
No fundo, não se trata de retirar imediatamente estas moedas de circulação, mas de reduzir gradualmente a sua presença no dia a dia.
Tal como refere o Ekonomista, o troco passará a depender cada vez mais de múltiplos de cinco cêntimos e, em Portugal, o tempo dirá com que rapidez esta mudança será implementada.
















